2º Workshop Impactos da exposição de crianças e adolescentes na internet

A necessidade de abordar temas que englobam os impactos da exposição das crianças e dos adolescentes na internet se torna cada dia maior. Todo cuidado é pouco quando tratamos da privacidade e educação de crianças e adolescentes perante a Internet.

Pensando nisso, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto Br (NIC.br), com a atuação direta da Kelli Angelini (gerente da Assessoria Jurídica do NIC.br), idealizaram e promoverão o II Workshop – Impactos da
Exposição de Crianças e Adolescentes na Internet com a presença de renomados profissionais que atuam no tema. As inscrições para o Workshop são gratuitas e as apresentações trazem questões técnicas e jurídicas com um propósito educacional.

“O futuro dos seres humanos dependem da educação. Toda tecnologia e sua adaptação trabalhada hoje forma uma série de caminhos para o ser de amanhã percorrer.”Leonardo Tomé

O workshop acontecerá no dia 18 de setembro no Blue Tree Premium Morumbi.

Como falar sobre internet segura na escola?

Sim, precisamos e muito educar nossos alunos como usar a internet de forma segura. Mas como trabalhar esse assunto? Para nos ajudar, o Porvir reuniu 7 dicas:

1- Uso responsável da internet em HQs 

Com linguagem simples e descontraída, os quadrinhos apresentam uma série de histórias com temas cotidianos do universo on-line, como bate-papo, jogos, superexposição nas redes, golpes na internet e o vazamento de informações. A cartilha também traz desenhos com os dez princípios da governança e o uso da internet no Brasil que podem ser trabalhados em sala de aula.

2- Animação sobre crimes na internet, canais de denúncias e conteúdos impróprios

Nem tudo é legal na internet. Ela pode ser útil para estudar, jogar e se informar, mas também pode ser usada para fins criminosos. Com o apoio de algumas animações, o professor pode discutir temas como os crimes de internet, informações falsas, privacidade e o risco de postar fotos íntimas.

3- Debate sobre o impacto da internet na sociedade

Como a internet está mudando a sociedade? Essa pode ser uma questão interessante para o professor debater com os alunos em sala de aula. Para auxiliar na discussão, a ficha ‘A Internet, eu e a sociedade: o que está mudando?’ reúne quatro reportagens sobre o avanço da internet em diferentes épocas, que variam de 1981 até 2009. A partir da leitura dos textos é possível organizar um debate sobre os benefícios e perigos da rede.

4- Quiz sobre uso excessivo da internet

Em um quiz animado, os alunos respondem perguntas sobre a frequência que navegam na internet. No final, eles recebem uma mensagem sobre como estão se comportando nas redes e se isso tem prejudicado a sua interação com as atividades offline. Esses resultados podem ser um gancho para o educador discutir o uso excessivo da internet com os estudantes.

5- Infográfico com o perfil do jovem conectado 

Quem é o jovem que está ligado na rede? O infográfico mostra dados estatísticos sobre o perfil dos jovens que estão conectados. Entre as informações coletadas, ele apresenta o número de horas que eles passam na internet, a faixa etária, local de onde acessam e outros dados.

6- Videoaulas sobre uso ético da internet

As videoaulas discutem o uso responsável da internet. Divididas em três módulos, elas abordam (1) as transformações tecnológicas e novas formas de se relacionar, (2) as oportunidades e perigos do ciberespaço e (3) as questões relacionadas à sexualidade, como exposição íntima e o aliciamento de crianças e adolescentes.

7- Cartilha sobre bullying na rede

No ambiente on-line, as chamadas brincadeiras de mau gosto podem ganhar espaço e se propagar com velocidade. Para trabalhar essa questão, a cartilha ‘Bullying não é brincadeira’ traz exemplos, dicas e formas de prevenir essas situações, ajudando estabelecer princípios de uma cultura de paz na internet.

Kuddle – Aprendendo a compartilhar fotos de forma consciente

Sabemos dos perigos das redes sociais para nossas crianças, seja no compartilhamento de coisas do cotidiano ou de fotos. E é justamente para proteger nossas crianças desses perigos que elas não sabem que existem que existe idade mínima para se cadastrar em redes sociais. Como se adiantasse. Já ouvi vários pais dizendo que seus filhos tem contas em redes sociais pois mentiram sua idade. E se ao invés de impedirmos o acesso de nossas crianças nas redes sociais, conseguíssemos educá-las para seu uso de forma consciente?

Pensando nisso, foi criado o aplicativo norueguês Kuddle, uma rede social onde as crianças podem postar suas fotos e ao mesmo tempo aprender como fazer isso de forma consciente. O aplicativo é muito colorido e bem atrativo para crianças de todas as idades. O Kuddle oferece funções semelhantes as encontradas em outras redes sociais para publicação de fotos, (como o Instagram por exemplo), mas também oferece funcionalidades próprias, que segundo o próprio site são as seguintes:

  • Um amigo padrão é imediatamente adicionado a uma conta de usuário (veja Kodi Kuddle).
  • Antes que um usuário possa compartilhar uma foto, ele deve responder um conjunto de questões de controle de ensino.
  • É possível escrever legendas nas fotos destinadas ao compartilhamento.
  • Não é possível comentar nas fotos compartilhadas por outras pessoas – o que esperamos que venha a contribuir para a prevenção do bullying digital.
  • Não é possível marcar outros usuários.
  • “Curtidas” anônimas – nós do Kuddle esperamos que isto vá prevenir o surgimento de pressões sociais, como concursos de popularidade e assédio moral, mas ao invés disso, contribuir com o aumento das possibilidades de criatividade e o apreço pelo conteúdo, independentemente de quem o compartilhou.
  • “Amigos” que já foram adicionados não podem ser apagados pelo usuário; isso tem sido posto em prática para eliminar a exclusão de qualquer usuário particular; só os pais / responsáveis podem excluir os “amigos” de um usuário.
  • Não é possível ver o conteúdo de outros usuários sem ser aceito como “amigo” primeiro (configuração de privacidade padrão fixa).
  • Os usuários não podem ser localizados devido à desativação da função de “geo-localização”.
  • Nomes completos são visíveis em todas as contas – o compartilhamento de conteúdo impróprio terá consequências diretas para os usuários; eles não serão capazes de se esconder atrás de um “nome de usuário”, o que vai, portanto, promover um maior senso de responsabilidade.

O Kuddle também oferece uma funcionalidade que eu gostei bastante que é Controle dos Pais. Com esse recurso, os pais (ou responsáveis pela crianças) serão capazes de ajustar o conteúdo de suas crianças, a fim de garantir a sua segurança online. Também serão capazes de monitorar todas as atividades de seus filhos, incluindo o compartilhamento de fotos, a inclusão de legendas e os amigos adicionados.

Gostei bastante desse aplicativo. Acho que já que nossas crianças terão acesso a redes sociais, que seja pelo menos inicialmente através de um aplicativo onde podemos ter o controle do que elas fazem e ao mesmo tempo conscientiza-las de como essas ferramentas devem ser usadas, seus benefícios e riscos. Se você também quer apresentar esse aplicativo aos seus filhos, ele está disponível em versões para Android e iOS. Abaixo segue um vídeo explicativo.