Robô ajuda crianças com autismo a se comunicar

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Um robô por aluno

James McLurkin, da Universidade Rice, nos Estados Unidos, defende “…um currículo onde cada estudante tenha seu próprio robô e possa estudar lições individuais e também trabalhar em equipe, usando seus robôs coletivamente em sistemas multi-robóticos.” Apaixonado por insetos e robôs, ele desenvolveu o R-One para atuar tanto como “indivíduo” quanto como um membro de uma “sociedade cooperativa de robôs”. Seu primeiro protótipo custava caro de mais para que fosse implementado em massa nas escolas. Atualmente o custo abaixou para US$200,00 fazendo com que McLurkin acredite ser um preço razoável para que as escolas possam adiquirí-lo para seus alunos.

Tom Lauwers e seus colegas da Universidade Carnegie Mellon estão mais adiantados em termos de mercado. Seu pequeno robô Finch (passarinho) já está à venda, por US$99,00 cada um. O Finch não apresenta as capacidade cooperativas do R-One mas tem mais do que o suficiente para ser atrativo para os alunos. “Nossa visão é tornar o Finch acessível o suficiente para que cada aluno possa ter um para fazer suas lições de casa,” afirma o pesquisador Lauwers. Mas o foco de Lauwers não é a robótica e sim a programação. A idéia é que os alunos não tenham que se preocupar com a montagem do robô, tornando as aulas de programação mais interessante e dinâmica. “Se o Finch puder ajudar a motivar os alunos para prestar atenção à ciência da computação, acreditamos que muitos mais jovens vão perceber que este é um campo muito divertido de se explorar,” conclui o pesquisador.

Substituindo o professor

Acabo de ler uma matéria do co-fundador da Apple, Steve Wozniak, onde ele fala sobre a substituição do professor por nada mais nada menos, a máquina. Nessa matéria ele fala que, no futuro, conseguiremos criar aparelhos que vão  substituir nossos amigos de uma forma muito próxima da realidade graças a sensores de movimento, audição e visão. Se vamos poder substituir nossos amigos, por que não também os professores?

Eu particularmente não acredito que isso chegue a acontecer. Um dia estava conversando com um ex-patrão meu sobre a comércio online. Ele me disse que as lojas físicas nunca seriam extintas por conta da venda online. Imagina se a dona de casa compraria uma toalha de banho sem sentir sua maciez? E os perfumes? Certo, um dia a tela do seu monitor vai emitir cheiro, mas até lá, para sentir a fragrância de um perfume você precisa ir até uma loja. As tecnologias são desenvolvidas sim para facilitar cada vez mais nossa vida e muita coisa já foi substituída por ela. A troca do professor por um robô por exemplo traria uma economia muito grande para as escolas, o aluno teria um aprendizado personalizado mas também individualista (o que não é bom para o desenvolvimento do convívio em sociedade) com cada um seguindo no seu rítimo.

Quero deixar claro que sou totalmente à favor do desenvolvimento tecnológico, mas tem coisas que não podem e nunca deveram ser substituídas pelas máquinas, pois estas devem servir sim como ferramenta de apoio. O professor humaniza o processo do aprendizado, mas para que esse processo se torne mais atrativo, não poderá dispensar o auxílio das tecnologias. Se eu substituir meu professorpor um robô, para quem vou dar uma maçã no dia dos professores?