Google Lens: transforma sua câmera em campo de pesquisa

O Google está prestes a dar um grande passo na forma como as pessoas fazem busca por informações na internet. O nome desse passo é: Google Lens. De forma simplificada, o Google Lens é um buscador via câmera do celular. É uma nova inteligência artificial que capacita a câmera de um smartphone Android a ler e interpretar tudo o que estiver sendo apontado. A novidade foi apresentada pelo CEO do Google, Sundar Pichai. A ferramenta estará disponível no Google Assistant e no Google Photos em breve.

Sundar Pichai apresentou alguns exemplos de uso do Google Lens para facilitar o entendimento:

  • Se uma pessoa mirar para um estabelecimento comercial na rua, aparecerão na tela as informações do local, como avaliações, horários de funcionamento e comentários de usuários.
  • Se o item for uma flor, o Google Lens irá fornecer informações sobre a espécie da planta ou se há floriculturas próximas.
  • Se a pessoa aponta para um código de barras com credenciais de uma conexão WiFi, o smartphone será conectado à rede automaticamente.
  • A integração do Lens com o Assistant também será uma boa ferramenta para traduções.

    Na apresentação, a câmera do celular foi colocada em frente a uma placa com informações escritas em japonês. Ao apertar no ícone do Lens e perguntar “o que isso quer dizer?”, o Assistant traduziu o texto.

    Sundar Pichai mostrou também que os algoritmos do Google possuem tecnologia para melhorar automaticamente a qualidade das fotos.

    Os exemplos mostrados foram:

    • Se você fizer uma foto de um jogo de baseball através de uma grade, o Google pode automaticamente remover a grade da foto e deixar a imagem mais limpa para facilitar a pesquisa;
    • Se você fotografar com baixas condições de luz, o Google pode automaticamente realçar os detalhes da foto pra que ela fique com uma melhor qualidade.

A forma como as pessoas pesquisam na internet vai mudar drasticamente

Com o Google Lens, cada vez mais as pessoas irão apontar para objetos para que o buscador identifique o que é e forneça informações sobre o assunto. Isso deverá impactar em todo o trabalho de SEO, pois as pessoas não buscarão mais por meio de palavras e sim por meio de imagens. Como o Google costuma dizer, o principal fator de ranqueamento é um bom conteúdo, um resultado que cumpra a expectativa do usuário. Isso causará um alto impacto em SEO futuramente.

Fonte: Resultados Digitais

Qual o lugar da internet na política brasileira?

O InternetLab promoverá o evento “Qual o lugar da internet na política brasileira?”. Será no dia 21 de fevereiro das 18h30 às 22h30 no Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344 – República – São Paulo/SP). Lá serão apresentados os resultados de duas pesquisas do InternetLab:

– O “Reporta: Internet, Vozes e Votos”, que monitorou discussões relacionadas a gênero, raça e outros marcadores no contexto eleitoral e sua relação com a Internet. O projeto produziu uma memória do período de campanha eleitoral de 2016 em relação a esses temas; e

– O “Voice or Chatter”, um projeto desenvolvido em parceria com a organização IT for Change, da Índia, e que teve por objetivo compreender melhor as formas pelas quais a participação mediada por tecnologias de informação e comunicação podem empoderar cidadãos e transformar a democracia. O projeto foi uma colaboração entre vários países, e o InternetLab desenvolveu a parte do Brasil.

PROGRAMAÇÃO

Painel 1 | 18h30 | Desafios de agir: ativismo e (in)visibilidade na Internet
Convidados:
Natália Neris (InternetLab)
Pablo Ortellado (EACH-USP)
Blogueiras Negras – a confirmar
Tati Dias (Jornalista)

Painel 2 | 20h15 | Desafios de ouvir: o futuro da participação e o papel do Estado
Convidados:
Francisco Brito Cruz (InternetLab)
Bernardo Sorj (UFRJ/Centro Edelstein)
Rebecca Abers (IPOL-UnB) – a confirmar
Rurion Melo (FFLCH-USP) – a confirmar

O debate será seguido de um Coquetel em que será distribuída gratuitamente a publicação “#OutrasVozes: Gênero, Raça, Classe e Sexualidade nas Eleições de 2016”.

Para se inscrever, é só acessar o site do evento clicando aqui.

Compras de tecnologia e inovação pelos órgãos públicos de educação: análise através de propostas para aquisição

A pesquisa Compras de tecnologia e inovação pelos órgãos públicos de educação: análise de entraves e propostas para aquisição buscou mapear os processos e modelos de compras governamentais na área de tecnologia e inovação para a educação, com foco na identificação dos principais gargalos existentes nos procedimentos analisados. A partir daí, foram apresentadas propostas ou recomendações de mudanças desses mesmos modelos.

O estudo foi feito para a Iniciativa para Inovação na Educação Brasileira (IIEB), com base na análise dos procedimentos de compras públicas usados na área educacional em experiências nacionais e internacionais. Para tanto, buscamos identificar o contexto institucional das compras, e realizamos entrevistas com gestores públicos e empreendedores da iniciativa privada e da sociedade civil organizada. Assim, foi possível avançar na identificação de fatores que interferem no desenvolvimento de produtos de tecnologia e inovação para a educação e que variam conforme o tipo de compra realizada e o contexto institucional em que se encontram.

O relatório final, fruto dessa pesquisa, foi publicado pelo InternetLab em dezembro de 2015 e está disponível aqui.

Fonte: InternetLab

Pesquisa TIC Educação 2014

No mês passado foi divulgado o resultado da pesquisa TIC Educação 2014, divulgada em setembro pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

De setembro de 2014 a março de 2015, a TIC Educação entrevistou 930 diretores, 881 coordenadores pedagógicos, 1.770 professores e 9.532 alunos de 930 escolas públicas e privadas, de Ensino Fundamental e Médio, localizadas em áreas urbanas. A pesquisa tem como objetivo investigar como é feito o uso de computadores e da Internet nas escolas, e é realizada desde 2010.

O primeiro empecilho para o bom uso das TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) em escolas públicas começa já na capacitação dos professores. Durante a pesquisa, 67% deles declararam que aprenderam a utilizar o computador e a internet sozinhos, 57% declararam ter feito um curso específico. Houve ainda os que declaram aprender com os próprios alunos (11%). Dos professores que tiveram acesso a algum curso específico, 75% pagaram do próprio bolso e apenas 27% fizeram cursos oferecidos pelo Governo. Dos profissionais com curso superior, somente 7% cursaram uma disciplina específica sobre o uso do computador e da Internet durante a faculdade.

Entre as escolas públicas, 92% possuem acesso a internet e em 33% delas a velocidade da conexão varia de 1 a 2 Mbp/s. Essa baixa velocidade é um grande problema para o bom andamento das atividades, principalmente quando consideramos o fato de que na maioria das escolas mais de um computador está conectado à rede. Dessas escolas, 99% possuem computador de mesa, 79% computador portátil e 29% têm tablets. Quando vão realizar atividades com computador ou Internet, a maioria dos professores (55%) vão para o laboratório de informática/sala de computadores e apenas 30% trabalham com esses recursos em sala de aula.

Para Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, “embora a infraestrutura de tecnologia de informação e comunicação (TIC) esteja avançando nas escolas brasileiras, o seu uso, bem como a sua apropriação nas práticas pedagógicas, ainda representa um desafio para projetos educacionais e políticas públicas”. A pesquisa constatou que 82% dos professores do ensino público produzem conteúdos para as aulas por meio do uso das TIC, mas apenas 28% os publicam. Em relação ao levantamento de 2013, houve um aumento de sete pontos percentuais, mas seria interessante que um número maior de pessoas compartilhassem sua produção.

Entre os alunos, 87% são usuários de Internet (utilizaram a Internet nos últimos 3 meses). Mas, somente 41% deles fizeram uso da rede na escola, sendo que o local em que mais utilizam o computador é seu domicílio (77%). A TIC Educação 2014 verificou também que o uso de redes sociais é muito grande entre os jovens brasileiros, “porém, menos da metade dos alunos que participam de redes sociais utiliza essas plataformas para trabalhos escolares”, constata Alexandre Barbosa.

Fonte: Revista Nova Escola