Pesquisa TIC Educação 2016

De acordo com os dados da sétima edição da pesquisa TIC Educação, divulgada nesta quinta-feira (3), pelo Cetic.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), o celular se tornou o equipamento mais utilizado pelos alunos para acessar a internet, mas apenas 31% deles trabalham com esse dispositivo conectado dentro da escola.

Realizada entre agosto e dezembro de 2016, a pesquisa traz dados sobre o uso e apropriação das tecnologias da informação e da comunicação em 1.106 escolas brasileiras de ensino fundamental e médio, localizadas em áreas urbanas. A partir da escuta de 935 diretores, 922 coordenadores pedagógicos, 1.854 professores e 11.069 alunos, a TIC Educação 2016 mostra que o uso dos dispositivos móveis está em ascensão. Entre os educadores usuários de internet, 49% declararam utilizar o celular em atividades com os alunos, representando um crescimento de dez pontos percentuais em relação ao ano anterior.

“O fenômeno do uso dos novos dispositivos móveis já está presente na nossa vida. Eu diria que, independente da classe social, os alunos já chegam na escola com esses dispositivos e uma certa cultura digital”, avalia Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

No entanto, o uso do celular em sala de aula ainda esbarra na baixa conexão, considerando que 45% das escolas públicas ainda não ultrapassaram 4 Mega de velocidade.

“É um grande desafio liberar a rede Wi-Fi por uma questão de capacidade. Abrir uma banda de 2 Mega para 500 ou 600 alunos é impraticável, porque não há infraestrutura que dê vazão a toda essa demanda. Mas, por outro lado, ainda tem uma questão de cultura escolar”.

 

Mudança no uso dos laboratórios de informática

A tendência de começar a espalhar o acesso à internet por espaços diversificados, observada em principalmente nas escolas particulares, também reflete em uma mudança no uso dos laboratórios de informática. Apenas 47% das instituições privadas afirmaram possuir um laboratório e 46% delas disseram usar esse espaço. Nas públicas, esse número ainda contrasta com um descompasso entre a existência (81%) e o uso da sala de informática (59%).

“Embora os laboratórios de informática estejam muito presentes nas escolas públicas, mas com um baixo uso, nas escolas particulares esse local de uso vai sendo deslocado para ambientes ou locais de ensino aprendizagem mais apropriados ao dia a dia, como por exemplo na sala de aula, na biblioteca ou em outros espaços pedagógicos”, destaca gerente do Cetic.br.

Na avaliação da pesquisadora e especialista em novas tecnologias para a educação Leila Iannone, do Cetic.br, a mudança no uso dos laboratórios de informática pode traduzir um avanço nas questões curriculares.

“As práticas diversificadas, com uso de outros ambientes e dispositivos, estão impactando e influenciado uma nova visão de currículo. É uma nova forma de aprender e ensinar. Uma nova nova maneira de acessar, produzir e se apropriar do conhecimento, trazendo para o dia a dia uma coisa muito importante que o processo de autoria.”

 

Percepção dos professores

Além de investigar a apropriação e o uso das tecnologias nas escolas, a nova edição da TIC Educação também apresentou dados sobre a percepção dos professores. Entre os educadores ouvidos, 94% deles concordam com a afirmação de que com o uso de tecnologia passaram a ter acesso a materiais mais diversificados ou de melhor qualidade. Eles também concordam que passaram a adotar novos métodos de ensino (85%) e passaram a cumprir suas tarefas administrativas com maior facilidade (82%).

Quando o assunto é forma de aprendizado e atualização no uso do computador e da internet, a pesquisa também mostra que 91% dos educadores estão buscando capacitação sozinhos e 83% contam com a ajuda de outras pessoas.

“Os cursos formais acabam sendo muito técnicos. Quando você aprende com um olhar do colega ou do professor que trabalha nessa área, o contato com a tecnologia é diferenciado”, observa a professora Fernanda Tardin, Instituto de Educação Eber Teixeira de Figueiredo, em Bom Jesus do Itabapoana (RJ).

Font: Porvir

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Google Lens: transforma sua câmera em campo de pesquisa

O Google está prestes a dar um grande passo na forma como as pessoas fazem busca por informações na internet. O nome desse passo é: Google Lens. De forma simplificada, o Google Lens é um buscador via câmera do celular. É uma nova inteligência artificial que capacita a câmera de um smartphone Android a ler e interpretar tudo o que estiver sendo apontado. A novidade foi apresentada pelo CEO do Google, Sundar Pichai. A ferramenta estará disponível no Google Assistant e no Google Photos em breve.

Sundar Pichai apresentou alguns exemplos de uso do Google Lens para facilitar o entendimento:

  • Se uma pessoa mirar para um estabelecimento comercial na rua, aparecerão na tela as informações do local, como avaliações, horários de funcionamento e comentários de usuários.
  • Se o item for uma flor, o Google Lens irá fornecer informações sobre a espécie da planta ou se há floriculturas próximas.
  • Se a pessoa aponta para um código de barras com credenciais de uma conexão WiFi, o smartphone será conectado à rede automaticamente.
  • A integração do Lens com o Assistant também será uma boa ferramenta para traduções.

    Na apresentação, a câmera do celular foi colocada em frente a uma placa com informações escritas em japonês. Ao apertar no ícone do Lens e perguntar “o que isso quer dizer?”, o Assistant traduziu o texto.

    Sundar Pichai mostrou também que os algoritmos do Google possuem tecnologia para melhorar automaticamente a qualidade das fotos.

    Os exemplos mostrados foram:

    • Se você fizer uma foto de um jogo de baseball através de uma grade, o Google pode automaticamente remover a grade da foto e deixar a imagem mais limpa para facilitar a pesquisa;
    • Se você fotografar com baixas condições de luz, o Google pode automaticamente realçar os detalhes da foto pra que ela fique com uma melhor qualidade.

A forma como as pessoas pesquisam na internet vai mudar drasticamente

Com o Google Lens, cada vez mais as pessoas irão apontar para objetos para que o buscador identifique o que é e forneça informações sobre o assunto. Isso deverá impactar em todo o trabalho de SEO, pois as pessoas não buscarão mais por meio de palavras e sim por meio de imagens. Como o Google costuma dizer, o principal fator de ranqueamento é um bom conteúdo, um resultado que cumpra a expectativa do usuário. Isso causará um alto impacto em SEO futuramente.

Fonte: Resultados Digitais

Qual o lugar da internet na política brasileira?

O InternetLab promoverá o evento “Qual o lugar da internet na política brasileira?”. Será no dia 21 de fevereiro das 18h30 às 22h30 no Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344 – República – São Paulo/SP). Lá serão apresentados os resultados de duas pesquisas do InternetLab:

– O “Reporta: Internet, Vozes e Votos”, que monitorou discussões relacionadas a gênero, raça e outros marcadores no contexto eleitoral e sua relação com a Internet. O projeto produziu uma memória do período de campanha eleitoral de 2016 em relação a esses temas; e

– O “Voice or Chatter”, um projeto desenvolvido em parceria com a organização IT for Change, da Índia, e que teve por objetivo compreender melhor as formas pelas quais a participação mediada por tecnologias de informação e comunicação podem empoderar cidadãos e transformar a democracia. O projeto foi uma colaboração entre vários países, e o InternetLab desenvolveu a parte do Brasil.

PROGRAMAÇÃO

Painel 1 | 18h30 | Desafios de agir: ativismo e (in)visibilidade na Internet
Convidados:
Natália Neris (InternetLab)
Pablo Ortellado (EACH-USP)
Blogueiras Negras – a confirmar
Tati Dias (Jornalista)

Painel 2 | 20h15 | Desafios de ouvir: o futuro da participação e o papel do Estado
Convidados:
Francisco Brito Cruz (InternetLab)
Bernardo Sorj (UFRJ/Centro Edelstein)
Rebecca Abers (IPOL-UnB) – a confirmar
Rurion Melo (FFLCH-USP) – a confirmar

O debate será seguido de um Coquetel em que será distribuída gratuitamente a publicação “#OutrasVozes: Gênero, Raça, Classe e Sexualidade nas Eleições de 2016”.

Para se inscrever, é só acessar o site do evento clicando aqui.

Compras de tecnologia e inovação pelos órgãos públicos de educação: análise através de propostas para aquisição

A pesquisa Compras de tecnologia e inovação pelos órgãos públicos de educação: análise de entraves e propostas para aquisição buscou mapear os processos e modelos de compras governamentais na área de tecnologia e inovação para a educação, com foco na identificação dos principais gargalos existentes nos procedimentos analisados. A partir daí, foram apresentadas propostas ou recomendações de mudanças desses mesmos modelos.

O estudo foi feito para a Iniciativa para Inovação na Educação Brasileira (IIEB), com base na análise dos procedimentos de compras públicas usados na área educacional em experiências nacionais e internacionais. Para tanto, buscamos identificar o contexto institucional das compras, e realizamos entrevistas com gestores públicos e empreendedores da iniciativa privada e da sociedade civil organizada. Assim, foi possível avançar na identificação de fatores que interferem no desenvolvimento de produtos de tecnologia e inovação para a educação e que variam conforme o tipo de compra realizada e o contexto institucional em que se encontram.

O relatório final, fruto dessa pesquisa, foi publicado pelo InternetLab em dezembro de 2015 e está disponível aqui.

Fonte: InternetLab