Como seu filho usa a internet?

Anúncios

Kuddle – Aprendendo a compartilhar fotos de forma consciente

Sabemos dos perigos das redes sociais para nossas crianças, seja no compartilhamento de coisas do cotidiano ou de fotos. E é justamente para proteger nossas crianças desses perigos que elas não sabem que existem que existe idade mínima para se cadastrar em redes sociais. Como se adiantasse. Já ouvi vários pais dizendo que seus filhos tem contas em redes sociais pois mentiram sua idade. E se ao invés de impedirmos o acesso de nossas crianças nas redes sociais, conseguíssemos educá-las para seu uso de forma consciente?

Pensando nisso, foi criado o aplicativo norueguês Kuddle, uma rede social onde as crianças podem postar suas fotos e ao mesmo tempo aprender como fazer isso de forma consciente. O aplicativo é muito colorido e bem atrativo para crianças de todas as idades. O Kuddle oferece funções semelhantes as encontradas em outras redes sociais para publicação de fotos, (como o Instagram por exemplo), mas também oferece funcionalidades próprias, que segundo o próprio site são as seguintes:

  • Um amigo padrão é imediatamente adicionado a uma conta de usuário (veja Kodi Kuddle).
  • Antes que um usuário possa compartilhar uma foto, ele deve responder um conjunto de questões de controle de ensino.
  • É possível escrever legendas nas fotos destinadas ao compartilhamento.
  • Não é possível comentar nas fotos compartilhadas por outras pessoas – o que esperamos que venha a contribuir para a prevenção do bullying digital.
  • Não é possível marcar outros usuários.
  • “Curtidas” anônimas – nós do Kuddle esperamos que isto vá prevenir o surgimento de pressões sociais, como concursos de popularidade e assédio moral, mas ao invés disso, contribuir com o aumento das possibilidades de criatividade e o apreço pelo conteúdo, independentemente de quem o compartilhou.
  • “Amigos” que já foram adicionados não podem ser apagados pelo usuário; isso tem sido posto em prática para eliminar a exclusão de qualquer usuário particular; só os pais / responsáveis podem excluir os “amigos” de um usuário.
  • Não é possível ver o conteúdo de outros usuários sem ser aceito como “amigo” primeiro (configuração de privacidade padrão fixa).
  • Os usuários não podem ser localizados devido à desativação da função de “geo-localização”.
  • Nomes completos são visíveis em todas as contas – o compartilhamento de conteúdo impróprio terá consequências diretas para os usuários; eles não serão capazes de se esconder atrás de um “nome de usuário”, o que vai, portanto, promover um maior senso de responsabilidade.

O Kuddle também oferece uma funcionalidade que eu gostei bastante que é Controle dos Pais. Com esse recurso, os pais (ou responsáveis pela crianças) serão capazes de ajustar o conteúdo de suas crianças, a fim de garantir a sua segurança online. Também serão capazes de monitorar todas as atividades de seus filhos, incluindo o compartilhamento de fotos, a inclusão de legendas e os amigos adicionados.

Gostei bastante desse aplicativo. Acho que já que nossas crianças terão acesso a redes sociais, que seja pelo menos inicialmente através de um aplicativo onde podemos ter o controle do que elas fazem e ao mesmo tempo conscientiza-las de como essas ferramentas devem ser usadas, seus benefícios e riscos. Se você também quer apresentar esse aplicativo aos seus filhos, ele está disponível em versões para Android e iOS. Abaixo segue um vídeo explicativo.

Bons motivos para não criar um Facebook para uma criança

Crianças nas redes sociais, um assunto sempre preocupante. Permitir? Impedir? Acompanhar? Será que assim como os adultos, as crianças já não estão criando dois perfis, um para os pais acompanharem e outro pra que eles possam utilizar como bem entenderem? Quando o Facebook foi criado, a idade mínima para criação de uma conta era de 18 anos. Para confirmar se a idade ainda era essa, acabo de entrar na Central de Ajuda do Facebook e para minha surpresa, agora a idade é de 13 anos. A meu ver, essa mudança não faz muita diferença já que as crianças mentiam sua data de nascimento desde a época do Orkut para que pudessem participar da rede social.

Alguns meses atrás, o site TechTudo fez uma lista de alguns motivos para que nós adultos não incentivemos a criação de contas em redes sociais como o Facebook:

1. O Facebook é proibido para menores de 13 anos

Apesar de não existir um consenso sobre a idade ideal, o objetivo é permitir apenas a entrada de pessoas que, mesmo ainda muito jovens, já sejam capazes de separar o certo do errado e fazer escolhas baseadas nos seus valores. De acordo com a coordenadora do Childhood Brasil, Erika Kobayashi, os responsáveis precisam ficar atentos. “É importante que os pais monitorem seus filhos, e que eles sigam as regras básicas estipuladas pelas redes. É muito importante ter a consciência de que as crianças interagem de muitas formas diferentes e que isso representa perigos”, afirma.

2. Privacidade de fotos e posts expostos

Mesmo que a nova geração já tenha nascido no mundo online, informações importantes como a configuração de privacidade, podem passar despercebidas se um adulto não ‘blindar’ o perfil do menor como privado. “Crianças sozinhas em fotos de perfil ou nos álbuns jamais, isso é uma regra básica. Também vale não disponibilizar publicamente as imagens delas em alta resolução. Cibercriminosos podem usar as fotos de boa qualidade para montagens, ou disponibilizá-las em sites de conteúdo abusivo e pornográfico”, disse Kobayashi. Além disso, manter públicas fotografias de crianças pode ajudar outras crianças que praticam bullying a usá-las de forma inadequada.

3. Rastreamento e localização fácil

As conversas em chats, em geral, oferecem a localização dos usuários na hora de enviar uma mensagem via dispositivos móveis (smartphones e tablets) e alguns computadores. Sem o bloqueio dessas funções, as crianças também podem se tornar alvo fácil de localização. Além disso, a publicação imediata de fotos – ou os marcadores de fotos – com locais indicados no Facebook, também contribui para localizar esses usuários facilmente.

4. Contato facilitado com estranhos

Uma das funções básicas do Facebook é aproximar pessoas conhecidas e permitir que o usuário conheça outras novas por meio da plataforma. Por isso, qualquer pessoa pode ter acesso ao perfil de uma criança, inclusive desconhecidos, se tiver conta na rede social. “Os pais precisam ficar atentos aos contatos na rede social. É necessário orientar a criança a não abrir a webcam para qualquer um, assim como não contar detalhes da vida pessoal. Mas o principal, é o que vale na rua também: não conversar com estranhos”, orienta Kobayashi.

5. Bullying, assédios e abusos

Nas redes sociais, atitudes como o bullying virtual, se tornaram muito mais corriqueiras, assim como assédios e abusos. Por isso, a orientação para ter cuidado com o que é publicado, curtido, compartilhado e comentado na rede social é extremamente válido. O Facebook mantém campanhas que orientam os usuários a não praticar bullying e avisar ao site sobre atitudes ofensivas. É possível denunciar posts, fotos, vídeos e perfils na rede social. Assim, as configurações de controle de fotos, a privacidade do perfil e a divulgação da localização da criança se tornam fatores cruciais para a preservação da mesma online.

6. Spam, pornografia, violência

O Facebook não possui ferramentas de controle dos pais na rede. Dessa forma, a criança fica “livre” para ter o acesso à quaisquer conteúdos abusivos disponíveis publicados por outros usuários. E, engana-se quem pensa que isso significa apenas pornografia. Fotos, textos, grupos de discussão e vídeos violentos também circulam pela rede social, e aos montes. Há também políticas internas para denunciar esse tipo de conteúdo inadequado na rede social. Porém, a ferramenta de alerta não garante que o site fique livre de imagens e textos abusivos que se reproduzem e se renovam todos os dias pelas mãos dos próprios usuários.

7. Links maliciosos, plugins e golpes

O número de golpes, links e plugins maliciosos no Facebook também é grande. Em geral, eles vêm acompanhados de imagens atrativas ou promoções que prometem viagens, smartphones e uma infinidade de outros prêmios. Tudo isso chama a atenção de usuários das mais variadas idades, incluindo crianças que buscam por jogos e outras brincadeiras. Ao acessarem tais links e serem vítimas de golpes, os pequenos podem acabar divulgando dados pessoais ou adquirindo algum vírus para o dispositivo que usam para acessar a web.

8. Conteúdo pago com dados do cartão dos pais

Os jogos são um dos maiores atrativos para crianças no Facebook. No entanto, alguns conteúdos deles podem ser pagos na rede social. Fazendo uso do cartão dos pais, mesmo quando autorizado, a criança pode disponibilizar dados indevidos, ser vítima de novos golpes bancários e vírus, ou mesmo fazer “compras” acima do limite dado pelo pai ou pela mãe.

É preciso estabelecer limites

Ainda de acordo com Erika Kobayashi, nem sempre as redes sociais são vilãs. Segundo a especialista, há muita coisa boa que a criança pode aprender usando a web e as redes sociais. Mas, para isso, é importante ter uma fiscalização dos pais, que precisam navegar junto com essas crianças e criar limites para o espaço que a Internet ocupa na vida delas. “É importante que os pais também definam um tempo de navegação. O uso excessivo da web, em geral, pode acarretar outros problemas, como distúrbios do sono, por exemplo”.

Espero que estas dicas sejam proveitosas para os pais. A final, temos que proteger nossos pequenos não é mesmo?

Escola usa RFID para informar pais sobre seus filhos

Em parceria com o SENAI, o Centro Comunitário Tia Balá, em Salvador inseriu no uniforme de seus alunos etiquetas com a tecnologia RFID.

“A solução envolveu, ainda, o uso do Uniforme Inteligente, cujas camisetas são produzidas com etiquetas de RFID para identificação dos alunos. Resultado disso: a escola obtém informação da entrada e saída dos alunos em tempo real e encaminham essa informação aos pais via SMS pelo celular”, explica Edilson A. Costa, responsável por projetos de RFID na Da Costa.

O uso do RFID no Brasil é mais conhecido pela indústria para controle de suprimentos e agora já sabemos que será muito útil também na educação.