15 coisas que serão obsoletas na Educação até 2020

Há mais ou menos um ano atrás, a escritora Shelley Blake-Plock publicou um artigo no seu blogue Teacher 2.0, intitulado, “21 Things That Will Become Obsolete in Education by 2020″. O artigo foi baseado à realidade portuguesa. Seguem abaixo alguns tópicos que se adequam a uma situação geral.

1. Mesas
A educação vai reforçar os conceitos baseados em redes de fluxos, colaboração e dinamismo que vão reorganizar o espaço das aprendizagens, tornando obsoletas as filas de mesas e cadeiras características das nossas salas de aula fabris.

2. Laboratórios de Línguas
A aprendizagem de um língua estrangeira vai estar (já está, para quem quiser) à distância de um smartphone. Mais espaço disponível nas escolas.

3. Computadores
As salas de computadores, muitas vezes encostados às paredes, serão como que peças de museu. Os portáteis, tablets, smartphones e outros dispositivos vão limpar os velhos ecrãs, as torres e os emaranhados de fios.

4. Trabalhos de casa
A educação será pensada e trabalhada 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os limites tradicionais entre a escola e a casa tenderão a desaparecer. A aprendizagem será contínua e em movimento.

5. Instrução massificada
Nos próximos 10 anos o professor que não souber utilizar a tecnologia para personalizar e diferenciar a aprendizagem dos seus alunos será “carta fora do baralho”. A diferenciação será tão natural como respirar.

6. Medo da Wikipedia
Wikipedia é a maior força democratizante no mundo atual. Se os professores têm receio em deixar os alunos utilizá-la, está na hora de olhá-la de frente sabendo que com este ou outro nome a Wikipedia vai continuar a crescer exponencialmente. Talvez esteja na hora de cada um também dar a sua contribuição.

7. Manuais em papel
Os livros são agradáveis, mas, daqui a dez anos, toda ou quase toda a leitura será feita através de meios digitais.

8. Cadernos, lápis, canetas… papel
Provavelmente não vão acabar, mas com toda a certeza vão diminuir e muito na quantidade. As crianças aprenderão a escrever e a desenhar em dispositivos digitais e a grande maioria dos trabalhos, testes e exames poderão ser feitos da mesma maneira. A floresta agradece. Quem não perceber e se adaptar… desaparece.

9. Pastas
Já hoje, em muitas das nossas escolas, que necessidade têm as crianças e os jovens de andarem com bolsas pesadas às costas com custos associados à sua saúde? Com livros e cadernos digitais… as pastas escolares serão cada vez menos pesadas até desaparecerem. As colunas vertebrais agradecem.

10. Departamentos TIC
Um fim à vista. As TIC não serão uma especialidade. As TIC serão a realidade, as ferramentas essenciais de todos os professores e educadores. Todos os agentes da educação e formação terão competências TIC elevadas. Com a afirmação do “Cloud Computing”, a qualidade e aumento da cobertura sem fios e o acesso via satélite, coisas agora “tão importantes” como software, segurança e conectividade serão coisas do passado.

11. Instituições centralizadas
Os edifícios escolares vão transformar-se em centros de aprendizagem e não em locais onde toda a aprendizagem acontece. Os edifícios serão menores, os horários dos professores e alunos irão mudar para permitir que menos pessoas estejam na escola de uma só vez, abrindo caminho a um ensino mais experimental, vivencial, fora do ambiente escolar.

12. Níveis de ensino
A educação vai tornar-se mais individualizada, abandonado significativamente a estrutura dos níveis de ensino tal como os conhecemos hoje. Os alunos serão associados por interesses, seguindo cada um uma aprendizagem especializada. (ver ponto 5)

13. Escolas e professores “atecnológicos”
Escolas e professores que não utilizem as tecnologias estarão condenados ao fracasso. As primeiras a fechar. Os segundos a mudar de profissão.

14. Normas Curriculares
As normas curriculares actuais integram enormes bloqueios à diferenciação da aprendizagem, imagem de marca da educação do futuro. A raiz da mudança curricular será as escolas do ensino básico como fornecedoras de conteúdos fundamentais e as dos níveis superiores com a oferta de aprendizagens especializadas.

15. Reuniões de pais e professores à noite
As ferramentas já hoje disponíveis para comunicação virtual tornarão as reuniões “físicas” uma raridade. De uma forma ou de outra, os pais vão obrigar a escola a utilizar a tecnologia para comunicar. Não vá. Ligue-se.

Na minha opinião alguns itens parecem meio radicais como o fim dos professores, cadernos, livros em papel… Acredito que essas mudanças vão sim acontecer mas não pra todos, ao mesmo tempo e da mesma forma.

Em 2012 professores da rede pública receberão tablets

Segundo a Agência Brasil, o Mec distribuirá ainda esse ano cerca de 600 mil tablets para professores do ensino público. Os docentes farão cursos de capacitação assim que a distribuição dos equipamentos for iniciada, onde a intenção é que eles aprendão a usar os tablets antes dos alunos.

O tablet permitirá que professores preparem aulas, acessem a internet e consultem conteúdo disponível no dispositivo, como livros, revistas e jornais. De acordo com o ministro Aloízio Mercadante, as aulas preparadas no tablet serão apresentadas em uma lousa digital que já está presente em muitas escolas – o MEC afirma que 78 mil equipamentos foram distribuidos em 2011. O MEC deve investir cerca de US$ 180 milhões para a compra dos 600 mil tablets, com a intenção de deixar as aulas mais atraentes evitando a evasão escolar.

Aposente o quadro negro

O quadro negro já não chama mais a atenção de seus alunos? A Lousa Digital Interativa chegou para salvar suas aulas! Com o formato de uma lousa convencional, também conhecida como Lousa Mágica ou Quadro eletrônico não faz milagre, mas torna sua aula muito mais interativa e atraente, possibilitando não só que você fique horas escrevendo aqueles textos enormes que os aluno odeiam copiar, mas também exibir filmes, navegar na internet, entre outras…Por exemplo, em uma aula de geografia o professor poderá utilizar o Mapa Mundi e fazer uma viagem virtual, podendo também gravar essa aula para uso posterior. O professor pode planejar uma aula mais interativa para seus alunos com vídeos, música, apresentações e até mesmo deixar que os próprios alunos interajam com essa nova ferramenta que veio para facilitar cada vez mais a vida de nossos mestres.

Na cidade de Adamantina no interior de São Paulo, todas as salas de aula, do 1º ao 4º ano da rede municipal de ensino estão trabalhando com a lousa digital. “É a tecnologia a serviço do bom desempenho do processo de aprendizagem”, disse a secretária municipal de Educação – Ruth Paes de Almeida.