Como começar a ler para crianças: a obra de Tatiana Belinky

Em 2015, tive a oportunidade de substituir uma professora que entraria em licença maternidade. Antes dela sair, acompanhei durante uma semana seu trabalho. Ela sempre começava a aula com a leitura de um livro e os alunos, de uma turma de segundo ano do Ensino Fundamental amavam.

No meu primeiro dia sozinha com a sala, escolhi um livro que infelizmente não me lembro o nome. Iniciando a leitura, disse qual era o nome do livro e quem era a autora. Maria Fernanda, a aluna mais esperta da turma disse:

– Tatiana Belinky, nós conhecemos e gostamos muito dos livros dela. A professora já leu vários livros dela pra gente.

Fiquei muito espantada com uma criança tão nova, mas que já sabia qual era sua autora preferida. Depois disso, passei a buscar todos os livros possíveis dessa autora para ler para aqueles alunos.

Nesse final de semana encontrei o podcast Como começar a ler para crianças: a obra de Tatiana Belinky, e imediatamente me lembrei daquela turma. Como começar é uma série de podcasts do Nexo Jornal com temas bem interessantes. Gostei muito desse em especial, não só pela história que já contei, mas pela importância da leitura para crianças.

Infelizmente, tem sido muito comum pra mim ver pais em locais públicos que, ao invés de interagir com as crianças, rapidamente sacam um dispositivo e colocam rapidamente na mão da criança para distraí-la. Vamos ler, brincar e dar atenção para nossas crianças!!!

Startup cria livros que se conectam ao celular e fazem o leitor conversar com os personagens

Tornar os livros mais vivos. Essa foi a ideia dos amigos Rafael EikiDaniela Morais e Rafael Lamarques quando decidiram tirar a Vivros do papel. Fundada em 2018, a startup produz livros físicos com um “toque” de interatividade. Com um celular em mãos, as crianças podem explorar as histórias e até mesmo conversar com os personagens.

Estudantes do curso de ciência da computação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os fundadores buscavam criar obras que instigassem a criatividade dos leitores.

“Nós queríamos estimular a leitura de livros físicos usando a tecnologia, diz Eiki.

A startup foi uma das finalistas da Imagine Cup Americana Latina 2018.

Mas afinal, o que é um “vivro”?


O conceito foi formulado pelos empreendedores e tem como princípio apresentar as histórias de uma forma diferente. Apesar de ser um livro físico, o “vivro”, como o produto foi batizado, contém um QR Code que interage com os smartphones (atualmente, disponível apenas para Android). Para ter acesso a essa função, as crianças precisam baixar o aplicativo da startup.

Dentro das páginas dos vivros é possível interagir com os personagens por meio dos chatbots e também jogar pequenos minigamesrelacionados ao conteúdo das narrativas. “Dependendo da interação da criança, cada história possui um final diferente”, explica o empreendedor.

As histórias


Clara perdeu seu anel e precisa encontrá-lo. Esse é um dos enredos de um dos vivros da startup, chamado “O Anel e as Coisas” , que tem como autores Rafael Eiki e Clarice Dellape. A partir da sua busca pela cidade, a personagem pode conversar com itens da história como chinelos e árvores para obter algumas dicas e encontrar o seu anel. Os objetos também podem ser vistos por meio da realidade aumentada.

“O Buraco” também é um dos livros interativos da empresa. A narrativa une uma lontra e um peixe em busca de descobrir por que a floresta está cheia de buracos. “Lendo essa história, as crianças vão aprendendo alguns conceitos de biologia marinha, por exemplo”, diz o estudante. 

Segundo Eiki, as interações não se restringem ao mundo virtual. Os vivros também têm imagens tridimensionais – ou seja, figuras que saltam das páginas. A obra se torna, assim, uma espécie de brinquedo em que é possível até mesmo fazer dobraduras.

O produto ainda não está sendo comercializado, mas a proposta é que os livros custem de R$ 40 a R$ 60. O público-alvo da startup são leitores de sete a 10 anos.

Árvore de Livros

A Árvore de Livros é a maior plataforma de leitura digital para escolas do Brasil, além de ser um serviço de apoio pedagógico completo. Os professores podem acompanhar de perto a leitura efetiva de seus alunos com as ferramentas disponíveis, como os relatórios por turma, os gráficos e o gerenciamento do acervo. Ainda é possível sugerir livros e atividades, tudo isso dentro da plataforma. Assista ao vídeo e saiba mais.

Dicas de leitura para as férias (ou para o resto da vida!)

As férias estão mal começando e precisamos aproveitar ao máximo. Eu procuro ler bastante durante todo o ano, mas nas férias eu dedico um tempo maior para essa atividade. Hoje eu acabei de assistir o vídeo Ampliflix31 onde o assunto era exatamente esse: Dicas de leitura para as férias. Esse vídeo faz parte do canal Amplifica no Youtube, criado pela Carla Arena e pela Samara Brito.

Eu listo abaixo quase todos os livros que foram citados durante o vídeo. Vocês vão perceber que não são somente livros da área de educação. No vídeo, a Carla Arena explica sobre a importância de lermos também livros que não são da nossa área especificamente. Eu concordo plenamente. Tem momentos que o cérebro da gente pede novos ares. Quando eu leio muitos livros seguidos sobre educação, parece até que estou lendo o mesmo livro várias vezes. É sempre bom variar, o que facilita que tenhamos novas ideias.

Segue a lista

De todos os citados, eu li somente 3: Ensino Híbrido, O Símbolo Perdido e Malala. Então, qual será minha meta para 2018? Ler todos os outros!!! Se você quiser me acompanhar nesse projeto é só me seguir no Instagram através da conta @cristianeacaciorosa ou pela hashtag #livrosamplificados

Antes de finalizar essa postagem, é claro que eu preciso deixar minhas dicas: Pedagogia do Cuidado: um modelo de educação social, escrito por Celso Antunes e pela sensacional Dagmar Garroux, mais conhecida como Tia Dag, fundadora da Casa do Zezinho. Minha outra indicação é o autor Robin Cook, criador da medicina literária.

E você, quais indicações literárias tem para nos dar? Deixe nos comentários dessa postagem.