Code Club – Clube do Código

É comum dizermos que as crianças de hoje em dia sabem “mexer” em computadores, tablets e smartphones. Mas, será que só isso basta? A sociedade contemporânea precisa de sujeitos que saibam não só utilizar de forma correta o que as novas tecnologias oferecem, mas também criar conteúdo a partir das novas tecnologias. Criar um texto em um blog, editar e postar vídeos, criar podcasts, editar e publicar fotos em redes sociais. Criar conteúdo, compartilhar, ajudar outras pessoas de alguma forma.

O ensino de linguagem de programação para crianças vem de encontro a essas necessidades. Isso é só papel da escola? Não necessariamente. O ensino de linguagem de programação para crianças pode acontecer também em ambientes não formais de ensino.

O Code Club (em português: Clube do Código ou Clube de Programação) é uma rede mundial de atividades extra-curriculares gratuitas, completamente gerenciada por voluntários, com o objetivo de ensinar programação de computadores às crianças.

Você pode se tornar voluntário de um Code Club e ajudar a ensinar criaças de 9 a a 13 anos a programarem, através do Scratch, seus próprios jogos, animações e outras ideias que tiverem. Eu participo a mais de 1 ano do Code Club Casablanca, que funciona na escola E. E. Prof. Renato Braga, localizada no Jardim Casablanca em São paulo Capital. A responsável é a Luciana Bezerra, que auxilia em torno de 5 voluntários atualmente. É um trabalho extremamente gratificante. Os alunos gostam muito e ficam encantados quando concluem as atividades propostas e veem o resultado.

Você também pode se tornar voluntário. Procure o Code Club mais próximo ou crie o seu próprio. Você pode utilizar o laboratório de alguma escola nos finais de semana por exemplo. No site do Code Club você encontra todas as informações necessárias de como criar um Code Club e como ter acesso ao material.

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Inclusão da programação nos currículos escolares avança no exterior

No exterior, ganha força a ideia de incluir a linguagem de programação como conteúdo obrigatório nos currículos. Os primeiros a adotarem a medida foram o Reino Unido e Austrália. Nos Estados Unidos e na Alemanha, algumas ações devem dar frutos nos próximos anos. Já no Brasil, os projetos envolvendo a programação ainda envolvem um número limitado de escolas e dependem da iniciativa de educadores.

O Reino Unido substituiu em 2013 o antigo currículo de Tecnologia, Informação e Comunicação (ICT, na sigla em inglês) pelo de “Computação”. O ensino de códigos está previsto para crianças a partir dos cinco anos. Publicada em 2013, a medida passou a valer em 2014.

Em setembro de 2015, o ministro da educação australiano anunciou um novo currículo de “tecnologias digitais”. Os princípios da programação devem ser ensinados para crianças a partir dos 10 anos; as linguagens, para os que têm mais de 12.

Nos Estados Unidos, o estado de Chicago criou um plano de cinco anos para implementar a linguagem de programação no currículo do ensino médio. A previsão é de que toda criança aprenda o conteúdo na escola até 2018. Ex-chefe de gabinete do presidente Barack Obama, o prefeito Rahm Emanuel luta para ampliar a medida para todo os EUA.

Na Alemanha, o Partido Social Democrata (SPD) passou a defender, no ano passado, que a linguagem de programação seja obrigatória nas escolas. Com cerca de 30% do parlamento, os sociais-democratas são uma das principais forças políticas do país. O documento defende ciências da computação para alunos de todas as idades, e o ensino da lógica dos algorítimos na escola.

No Brasil, o Ministério da Educação (MEC) informou que não há proposta de inclusão da programação como disciplina obrigatória na primeira versão da Base Nacional Comum, documento que está sendo revisado e deve constituir o novo currículo do ensino médio. Novas ideias devem ser discutidas em junho deste ano, explica o coordenador de projetos da Fundação Lemann, Lucas Machado. A instituição mantêm parceria com 77 escolas do país com o Programaê, que ensina códigos a crianças. No Paraná são 39 parceiras, toda da rede pública municipal de Curitiba.

Fonte: Gazeta do Povo