Miradas – Observação do brincar livre

Eu estava aqui pensando em algo como uma indicação para o final de semana (se você não está lendo na sexta feira, já deixa essa dica anotada para o próximo). Foi aí que me lembre de um e-mail falando sobre o documentário Miradas.

O que o brincar livre e espontâneo das crianças nos revela? Como observá-lo de forma viva? 

Motivado por essas perguntas, o Território do Brincar convidou oito pesquisadores – Beatriz Olival, Elisa Hornett, Gabriel Limaverde, Lia Mattos, Reinaldo Nascimento, Renata Meirelles, Sandra Eckschmidt e Soraia Chung Saura – que durante um ano realizaram um trabalho de observação do brincar livre de crianças em diferentes contextos. Parte do resultado desse processo é o filme Miradas.

O documentário registra como foi o processo de cada pesquisador ao adentrar nos gestos, narrativas e paisagens do brincar por meio da fenomenologia de Goethe. (Fonte: e-mail de divulgação)

Eu acabei de assistir esse documentário e fiquei fascinada, principalmente em relação a reação dos adultos após essa experiência. Infelizmente, muitos adultos ainda não entendem o que é o brincar para a criança e como ele funciona.

Além da reação dos adultos, o que mais me chamou a atenção foi ver crianças com deficiência visual brincando. Sim, era um preconceito que eu tinha. Acho que eu nunca parei pra pensar na brincadeira da criança com algum tipo de deficiência. Graças a esse documentário, eu mudei minha visão em relação a isso.

Você encontra o documentário Miradas na plataforma Videocamp em três versões:

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3ª Jornada do Conhecimento Fundação Volkswagen

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, publicada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2008, resultou de um intenso debate, realizado em nível nacional e internacional, objetivando romper com a lógica de exclusão que historicamente segregou da escola regular alunos com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades e superdotação. Outro marco importante desse movimento, que inspirou a política do MEC, foi a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela Organização das Nações Unidas em 2006 e ratificada pelo Brasil também em 2008.

Desde então, o País tem conquistado avanços fundamentais no âmbito da educação inclusiva, sobretudo no acesso à escolarização. De acordo com o Censo Escolar, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de matrículas de alunos com deficiência vem aumentando ano a ano, especialmente nas escolas públicas, e ultrapassou 92% em 2018. Porém, ainda há muitos desafios a serem enfrentados, desde a acessibilidade das construções escolares até as barreiras atitudinais, por exemplo.

Com o objetivo de refletir sobre essas questões, a Fundação Volkswagen realizará a 3ª edição da Jornada do Conhecimento. Por meio dessa série de eventos gratuitos, a Fundação reúne especialistas para discutirem temas contemporâneos relacionados à sua missão e às causas por ela apoiadas: mobilidade urbana, mobilidade social e inclusão de pessoas com deficiência.

Nesta edição, Rodrigo Hübner Mendes (Mestre em Gestão da Diversidade e Superintendente do Instituto Rodrigo Mendes) e Jairo Marques (Especialista em Jornalismo Social e colunista da Folha de S.Paulo) dialogarão sobre os avanços e oportunidades para a educação inclusiva no Brasil. O bate-papo será mediado pela jornalista Flávia Yuri Oshima, vencedora do Prêmio ABMES de Jornalismo de Educação em 2017.

Inscrições

São gratuitas até o dia 10 de maio clicando aqui. O evento será realizado no dia 24 de maio na Rua Volkswagen, 291 – Parque Jabaquara, São Paulo (SP) – próximo ao metrô Conceição

Programação

  • Credenciamento e café de boas-vindas08:00 – 08:30
  • Abertura e relatos de experiência08:30 – 09:30
  • Café de intervalo09:30 – 10:00
  • Bate-papo entre especialistas10:00 – 11:40
  • Participação da plateia e encerramento11:40 – 12:00

Criada linguagem de programação tátil para deficientes visuais

Tenho escutado muito a frase:

Quem não programar será programado!

Não gosto de ser radical a esse ponto. Há várias formas de sermos programados e estamos esquecendo delas…mas, não foi para isso que eu sentei para escrever essa postagem. Bom, se você gosta de programação e acha que é importante oportunizar esse aprendizado para seus alunos para que, no futuro, eles decidam se querem ser programadores ou não, continua a leitura.

Pensando em oportunizar o aprendizado de programação para crianças com deficiência visual, a Microsoft criou a iniciativa Project Torino para crianças de 7 a 11 anos de idade. São blocos de diferentes tamanhos, formatos e cores, cada um com seu comando e sua função distinta. Como em outras linguagens de programação, os alunos poderão criar músicas, poesias, entre outras coisas.

Um dos nossos principais objetivos de design foi a inclusão. Nós não queremos isolar essas crianças novamente. Disse Cecily Morrison, uma das pesquisadoras do projeto.

O projeto ainda não está finalizado, mas é claro que eu estou super ansiosa para vê-lo em prática.

Primeiro desenho animado totalmente em Libras é lançado no YouTube

Amo essas iniciativas de pessoas que conseguem enxergar as necessidades dos outros. Eu mesma nunca tinha percebido que não haviam desenhos animados em Libras. Mas não é só colocar legenda? É uma alternativa, mas se temos vídeos dublados em português, porque não ter desenhos animados já criados totalmente em Libras?

O canal Min e as mãozinhas foi criado por  Paulo Henrique dos Santos, que trabalha com animação há sete anos e que já participou da produção de desenhos como “Turma da Mônica” e “Sítio do Pica-pau Amarelo”. Ele teve a ideia quando precisou se comunicar com uma pessoa surda, mas não conseguiu. Em cada um dos capítulos, serão ensinados cinco sinais de libras. Até o momento, o canal oferece 5 vídeos e precisa de patrocínio para que a produção continue.  O conteúdo é voltado para crianças de três a seis anos e tem o objetivo de educar e mostrar que as crianças surdas também se divertem e têm as mesmas necessidades daquelas com a audição preservada.

Eu fiquei encantada com a qualidade da produção e de como os sinais são apresentados. Vai atender não só a necessidade dos surdos, mas também a nossa, a de ouvintes que precisam se comunicar com o outro. É uma ótima ferramenta para apresentarmos a lingua de sinais para nossas crianças desde bem pequenas.