A Rede Social e o Corpo

Eu amo Redes Sociais. Elas me ajudam muito principalmente profissionalmente. Mas, precisamos usar com cautela e orientar outras pessoas para seu uso correto. Nesse vídeo publicado no canal Eu Vejo, Daiana Garbin entrevista Marle Alvarenga é pós-doutora em Nutrição pela Faculdade de Saúde Pública da USP. Também é coordenadora do GENTA – Grupo Especializado em Nutrição, Transtornos Alimentares e Obesidade e Idealizadora do Centro Nutrição Comportamental. Elas não condenam as Redes Sociais ou outros tipos de mídia, mas sim, discutem sobre o assunto e falam sobre a importância de orientar.

Qual o limite de uma selfie?

velórioNesse final de semana ao navegar pela internet, me deparei com um ensaio fotográfico feito pelo artista israelense Shahak Shapira. Esse artista reuniu fotos tiradas por turistas no Memorial do Holocausto em Berlim. O projeto de Yolocaust, uma mistura do acrônimo YOLO — de “you only live once” ou “você apenas vive uma vez”, mostra como as pessoas perderam o respeito pelo outro e que só se importam com uma bela pose.

Ao ver essas fotos, me lembrei de um fato muito parecido que aconteceu em 2014 no vel´ório do então candidato a presidência Eduardo Campos. Uma senhora para com um sorriso enorme em frente ao caixão e tirou uma linda selfie para mostrar através de suas redes sociais que ela estava presente no velório de uma pessoa famosa.

E o que está acontecendo naquele momento em que a selfie está sendo tirada? E o que aconteceu no passado naquele local? E o respeito? Será falta de conhecimento da nossa história e da história do outro? O que a escola tem feito sobre isso? O que as famílias tem feito sobre isso?

Enfim. Olhas essas fotos me fez refletir sobre muitas coisas. Sou apaixonada por redes sociais, adoro postar fotos de lugares onde vou, mas a partir de hoje vou pensar melhor sobre as fotos que tiro.

É cedo para dizer que o Facebook prejudica a web?

Acabo de ler a matéria com o título “É cedo para dizer que o Facebook prejudica a web, dizem acadêmicos”, na Folha de São Paulo. Como o próprio título já diz, precisamos de mais tempo para estudar qual a real influência o Facebook tem de fato na vida das pessoa. Será? Ao ler essa matéria me lembrei do livro (sensacional!!!) Cibercultura do autor Andre Lemos onde ele diz que ainda é cedo para sabermos ao certo como a nossa exposição desenfreada nas redes sociais irá nos prejudicar. Será? Sei que esses estudos vem sendo feito a anos por pessoas renomadas no assunto e eu sou apenas uma curiosa. Mas será que já não temos exemplos suficientes que nos norteiem para podermos nos orientar sobre todas as consequências?

Ao ler o livro Cibercultura me lembrei de um vídeo publicado no Youtube em 2010, de uma garotinha que chora muito depois de seu time ter perdido um jogo de futebol (veja aqui o vídeo). Será que esse menina terá um vida normal? Até quando as pessoas lembrarão desse vídeo? Ela será ou já foi influenciada por uma publicação que nem foi feita por ela?

Outro ponto que achei interessante na matéria publicada na Folha, é sobre o domínio da internet pelas grandes corporações. “Vivemos no planeta Facebook. Seu conteúdo pode ser maravilhoso, mas, se não estiver na rede social e você não pagar para aparecer, ele não existe.” Engraçado, essa é a mesma fala de muitos quando falamos sobre as grandes corporações donas de canais de TV aberta. Gente, em pleno 2015, com controle remoto e internet, quem é que decide quais informações devemos obter? Somos nós mesmos!!! Até quando vamos culpar a Rede Globo ou o Google pelas decisões que tomamos? Até quando vamos ficar esperando pra ver o que acontece?

Esses são meus questionamentos sobre o assunto, e o de vocês?