Ken Robinson diz que as escolas acabam com a criatividade

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Start-Ed Lab – Fundação Lemann

lemann_01A Fundação Lemann dará um apoio financeira a startups com projetos inovadores na área da educação através da modalidade Start-Ed. As inscrições estão abertas através do link http://goo.gl/qqyT6T e podem ser feitas até o dia 9 de junho. O processo seletivo terá três etapas: análise das inscrições, entrevista com a Fundação Lemann para apresentação das equipes e apresentação feita pelos empreendedores e seus times e soluções a uma banca de especialistas. Os selecionados receberão um incentivo financeiro de R$ 20 mil. Além do apoio financeiro, os selecionados receberão também formação e orientação focadas nos desafios da educação no Brasil, além de interações com profissionais e especialistas do setor. 

O Start-Ed Lab terá duração de seis meses, durante os meses de julho a dezembro de 2014. Dentre as atividades executadas, serão oferecidos workshops sobre empreendedorismo e desenvolvimento de novos negócios, programa de mentores para validação do produto, visita a escolas e startups, participação em evento do setor e espaço para interação, troca de ideias e feedback junto aos especialistas. 

Boa sorte aos participantes, a educação agradece 🙂

Porque professores não utilizam software livre?

FislEntre os dias 3 e 6 de Julho acontecerá a 14ª edição do Fórum Internacional Software Livre (FISL), em Porto Alegre (RS). O Grupo de Trabalho (GT), criado no FISL a três anos e focado em educação, chama a atenção para a falta de capacitação dos professores para o uso de software livre nas escolas. “A dificuldade não é ter software livre nas escolas, mas sim saber usá-lo como ferramenta pedagógica”, diz Rainer Krüger Integrante do grupo e criador do sistema Pandorga Linux.

Para Krüger, o uso do software livre vai muito além da questão técnica. “Nós buscamos estimular a liberdade de pensamento e a disseminação do conhecimento para todos os níveis escolares. Este GT mostra, de forma prática, como se pode construir qualquer conhecimento de forma democrática e aberta”.

O que se observa hoje em dia é que as escolas estão equipadas mas os professores não tem treinamento, suporte e até mesmo apoio para utilizar softwares educativos, principalmente os livres. Encher as escolas de computadores não basta para mudar a educação do nosso país. Segundo o último Censo Escolar, de 2012, no ensino fundamental da rede pública, 48,6% das escolas têm laboratório de informática, enquanto 45,8% contam com acesso à internet. A situação é melhor no ensino médio, onde 92,4% das escolas públicas possuem laboratórios de informática e 93% acesso à internet. Nos dois casos, há mais laboratórios de informática que bibliotecas. Mas e treinamento? E incentivo para esses professores utilizarem essas ferramentas? Isso precisa ser melhorado e muito.

Escolas precisam de mais computadores

A Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) publicou um estudo que mostra que 51% das escolas não fornecem acesso à internet aos estudantes. Nas escolas que já utilizam computadores, 89% das instituições instalam os equipamentos na sala do diretor ou coordenador pedagógico, 84% no laboratório de informática e 60% na sala dos professores. Apenas 8% das instituições fornecem acesso à internet nas salas de aula.

O índice da Brasscom mostra também que, em média, há cerca de um computador para cada grupo de 28 alunos. Participaram deste estudo 639 escolas, 6.364 estudantes e 1.822 professores. De acordo com a pesquisa, o uso da internet em sala de aula e escola favorece, por exemplo, a popularização de cursos de ensino à distância e reforço escolar.