Telescópios na Escola

O programa educacional Telescópios na Escola visa o ensino em ciências utilizando telescópios robóticos para a obtenção de imagens dos astros em tempo real. Os telescópios são operados remotamente através de uma página web, não necessitando de conhecimento prévio em Astronomia.

O uso de telescópios em educação é uma forma agradável e eficiente para os alunos experimentarem ciência e tecnologia enquanto exploram a sua vizinhança no Universo. Os jovens, e aqui estão incluídos os professores, gostam de alcançar novos horizontes. Através deste programa, eles próprios passam a ser os exploradores; escolhem quais objetos estudar (estrelas, planetas, asteróides, cometas, galáxias, etc.); planejam e fazem as observações, com apoio dos membros do projeto; decidem como trabalhar com os dados e ainda aprendem como fazê-lo.

As atividades pedagógicas previstas objetivam desenvolver as habilidades e competências dos alunos no uso do método científico em projetos interdisciplinares, a partir de observações astronômicas, já que a astronomia éuma área interdisciplinar por excelência. Assim, os projetos pedagógicos deverão integrar as áreas de matemática (para correção de medidas, por exemplo), computação, física, química, história, geografia (com estudos sobre regiões e realidades sócio-culturais dos sítios de observação), antropologia (para estudos comparados sobre a diversidade cultural dos conceitos astronômicos), artes (representação simbólica e plástica de objetos astronômicos), mitologia, etc. Essas atividades terão níveis diferenciados de complexidade, que podem ser adequados aos vários graus do ensino e realidades regionais.

Um grupo de oito instituições acadêmicas em parceria com escolas de ensino médio e fundamental, sob a coordenação do IAG/USP, foi formado para implantar um programa piloto de estudos, pesquisas e observação astronômica direta, com utilização em tempo real de telescópios robóticos, originalmente chamado “observatórios virtuais”. As escolas estarão conectadas aos telescópios robóticos instalados nos observatórios das instituições envolvidas no projeto: IAG/USP (Valinhos, SP), Universidade Federal do Rio de Janeiro (Observatório do Valongo, RJ), Universidade Federal de Santa Catarina (Florianópolis, SC), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre, RS), Colégio Militar de Porto Alegre (Porto Alegre, RS), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (São José dos Campos, SP), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Natal, RN) e na Universidade Estadual de Ponta Grossa (Ponta Grossa, PR).

Como observar

Para obter as imagens dos astros em tempo real, ou seja realizar as observações astronômicas, as escolas devem solicitar o uso de telescópio através do preenchimento de um formulário.
A equipe do projeto, após receber as inscrições, vai agendar uma data para cada escola e fornecer todas as informações necessárias para a realização das observações solicitadas. Algumas idéias de projeto já estão disponíveis, desde as mais simples até as mais sofisticadas. Para escolher o projeto mais adequado para sua escola, recomendamos a leitura do material didático referente às atividades sugeridas.

Em resumo, o procedimento para solicitar as observações é o seguinte:

1. Navegue até a webpage de um dos telescópios de sua escolha (Na página principal, clicar na imagem em que aparecem os telescópios. Ex: IAG, INPE, UFSC, e etc.).

2. Escolha uma das atividades sugeridas ou elabore seu próprio projeto.

3. Verificar datas disponíveis e escolher os dias de sua preferência. Isso pode ser feito através das informações no site de cada observatório ou, caso o observatório ainda não possua um site, através dos contatos fornecidos (endereço de email).

4. Preencher o formulário de solicitação de telescópio fornecido na webpage do telescópio escolhido. Novamente, caso o observatório escolhido não possua um site, entre em contato com a pessoa responsável.

5. Aguardar o contato por email dos membros da equipe do projeto, que enviarão as instruções para a realização das observações.

6. A equipe também fornecerá o apoio às escolas quanto ao uso das imagens astronômicas para atividades de ensino.

7. O software recomendado para o tratamento das imagens é o DS9. Clique aqui para ver o manual do usuário.

Fonte: Telescópios na Escola

Anúncios

Jogo Africano – Alfabantu: Aprenda a linguagem africana com o seu celular

Recebi no início do ano um e-mail do seite Ferramentas do Professor falando sobre o Jogo Africano – Alfabuntu que:

…ensina palavras de origem africana. Criado por educadores que atuam em escolas públicas de São Paulo, o historiador Edson Pereira e a socióloga Odara Dèlé decidiram criar um aplicativo de celular, Alfabantu, que é destinado ao ensino da língua falada pelo povo kimbundu, de Angola. No jogo a criança aprende a linguagem do alfabeto, partes do corpo humano, os animais, números, familiares e  saudações. Ao concluir,  ela participa de um jogo (Quiz) para testar seus conhecimentos de forma bem divertida.

Achei a ideia super interessante. Estamos sempre insentivando nossos alunos a aprenderem inglês pensando no mercado de trabalho e melhores oportunidades. Mas por que não aprender uma lingua africana? Sou da opnião de que devemos dar oportunidade aos nossos alunos de escolherem o que querem aprender. Vamos continuar sim insentivando o aprendizado do inglês, mas também, vamos dar oportunidade a conhecer outras línguas e culturas.

I Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação na Educação

Quais são os desafios de educar com qualidade no século 21 e quais estratégias podem ajudar nessa missão? Para discutir o tema, profissionais da área educacional estarão presentes no 1º Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação na Educação, que acontece no dia 8 de abril de 2017, em Campinas. O assunto a ser discutido? Desafios de educar com qualidade no século 21 e quais estratégias podem ajudar nessa missão. Realizado pelo Instituto Brasileiro de Formação de Educadores (IBFE), o Congresso conta com apoio do Porvir.

As 10 horas de programação serão divididas em palestras, debates, atividades e painéis. Um deles será comandado pelo Porvir, que irá apresentar os resultados da pesquisa Nossa Escola em (Re)Construção, iniciativa que ouviu o que mais de 132 mil jovens acham e esperam da escola.

A primeira palestra do dia fica a cargo do especialista em futuro, tendências e inovação, Luis Rasquilha. Já o segundo horário terá como tema “Imigrantes digitais educando nativos digitais”, comandado pela mestre em educação, Carolina Defilippi.

O professor de neurociência aplicada à educação, Alexandre Rezende, comanda a terceira palestra. Em seguida, o autor do livro “Métodos de ensino para nativos digitais”, Marcelo Veras, fala sobre as competências do professor do futuro.

Além desses debates, os participantes poderão fazer atividades em dois espaços. No espaço 1, chamado “Corpo e Mente”, serão abordados temas como: neurociência, psicopedagogia, psicomotricidade, esporte e treinamento. As práticas irão trabalhar habilidades como autocontrole e memória de trabalho.

No espaço 2, de Gestão e Inovação, serão apresentados indicadores de impacto na gestão de escolas e algumas experiências e metodologias inovadoras de sala de aula. No terceiro e último espaço, com o tema “ensino de matemática, alfabetização, arte e educação e educação inclusiva”, serão apresentadas experiências sobre o ensino da matemática no contexto inclusivo e práticas de escrita e arte.

Estudantes de graduação e pós-graduação, educadores, gestores, e os demais interessados podem realizar a inscrição nesse link.