I Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação na Educação

Quais são os desafios de educar com qualidade no século 21 e quais estratégias podem ajudar nessa missão? Para discutir o tema, profissionais da área educacional estarão presentes no 1º Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação na Educação, que acontece no dia 8 de abril de 2017, em Campinas. O assunto a ser discutido? Desafios de educar com qualidade no século 21 e quais estratégias podem ajudar nessa missão. Realizado pelo Instituto Brasileiro de Formação de Educadores (IBFE), o Congresso conta com apoio do Porvir.

As 10 horas de programação serão divididas em palestras, debates, atividades e painéis. Um deles será comandado pelo Porvir, que irá apresentar os resultados da pesquisa Nossa Escola em (Re)Construção, iniciativa que ouviu o que mais de 132 mil jovens acham e esperam da escola.

A primeira palestra do dia fica a cargo do especialista em futuro, tendências e inovação, Luis Rasquilha. Já o segundo horário terá como tema “Imigrantes digitais educando nativos digitais”, comandado pela mestre em educação, Carolina Defilippi.

O professor de neurociência aplicada à educação, Alexandre Rezende, comanda a terceira palestra. Em seguida, o autor do livro “Métodos de ensino para nativos digitais”, Marcelo Veras, fala sobre as competências do professor do futuro.

Além desses debates, os participantes poderão fazer atividades em dois espaços. No espaço 1, chamado “Corpo e Mente”, serão abordados temas como: neurociência, psicopedagogia, psicomotricidade, esporte e treinamento. As práticas irão trabalhar habilidades como autocontrole e memória de trabalho.

No espaço 2, de Gestão e Inovação, serão apresentados indicadores de impacto na gestão de escolas e algumas experiências e metodologias inovadoras de sala de aula. No terceiro e último espaço, com o tema “ensino de matemática, alfabetização, arte e educação e educação inclusiva”, serão apresentadas experiências sobre o ensino da matemática no contexto inclusivo e práticas de escrita e arte.

Estudantes de graduação e pós-graduação, educadores, gestores, e os demais interessados podem realizar a inscrição nesse link.

Por que ensinar programação nas escolas?

O mundo está mudando. Rápido. Imersos em nossas rotinas, as vezes fica difícil visualizar a revolução que está ocorrendo e as consequências dela em nossas vidas. Em 2000, somente 350 milhões de pessoas tinham acesso a internet, em 2010 eram 2 bilhões, nos próximos 10 anos espera-se que mais 5 bilhões estejam conectadas. Qual será o impacto de 5 bilhões de pessoas entrando na era digital?

Voltando um pouco no passado, vemos que em algumas poucas gerações (por volta de 200 anos), o mundo mudou radicalmente. A revolução industrial com a tecnologia de energia a vapor permitiu superar as limitações da força física muscular humana. A partir daí se multiplicaram as fábricas, ferrovias, a produção e o transporte em massa.

Os computadores e os avanços digitais estão fazendo para o poder mental, o que a energia a vapor fez para a nossa força muscular. Ambas permitiram superar nossas limitações físicas. Hardwares e softwares mais poderosos aumentam nossa capacidade de processar informações e começam a desvendar possibilidades como: internet das coisas, carros autônomos, impressora 3d, wearables, Oculus Rift, Whatsapp, Waze, Easytaxi, compras online, ebooks.

De forma geral, o mundo físico e o digital estão ficando mais integrados. Há um crescente fluxo de informações para o mundo digital e uma variedade de novos softwares surgindo, os quais influenciam diretamente as decisões que tomamos.

Por exemplo, o Waze ao tornar digitais as informações da posição dos carros no mundo físico, permite que o motorista tome a decisão mais eficiente de qual caminho seguir.

Essa enorme quantidade de dados online e a que ainda está por vir, com mais pessoas e setores conectados (ex.: saúde e educação), revela uma grande oportunidade para o desenvolvimento de softwares que facilitarão nossas vidas.

“Os softwares estão engolindo o mundo.” Marc Andresseen.

Muitas das coisas que faziam parte da ficção há pouco tempo atrás, hoje são uma realidade. Uma nova revolução está em curso, a revolução digital.

E como fica a escola nesse contexto? Certamente, não é a escola da época da revolução industrial de que precisamos. Tendências como a personalização do ensino devem se acentuar nos próximos anos. Não só o modo de aprender vai mudar, mas também o conteúdo ensinado aos alunos. Nesse contexto, surge a pergunta: por que ensinar programação nas escolas?

(1) Poderosa linguagem para se expressar e criar na era digital.

Enxergar a programação como uma linguagem nos remete a comparação com a escrita e consequentemente à ideia de alfabetização. Hoje saber ler e escrever é tão fundamental, que não mais nos questionamos se devemos ensinar isso nas escolas. Entretanto, durante muito tempo, era socialmente aceito que a população em geral não soubesse ler e escrever, foi apenas a partir do século 19 que houve um aumento considerável no número de pessoas alfabetizadas.

Linguagem corporal. Fala. Desenhos na caverna. Escrita. E agora Programação. Esta é uma nova forma de se comunicar e de se expressar. A interação com o mundo digital é cada vez mais presente no nosso dia a dia e é crescente o número de pessoas que sabem programar. Essas duas características são indicativas de que a habilidade de ler e escrever códigos, pode ter a mesma trajetória que a alfabetização teve no passado. Inclusive,alguns países como a Inglaterra já estão tornando o ensino de programação obrigatório nas escolas.

Diferente da escrita, a programação vai além da simples transmissão das ideias. Ela é a principal ferramenta para se construir no mundo digital, ela é a base dos softwares, podendo inclusive controlar objetos do mundo físico (a internet das coisas só está começando…). Por isso, podemos dizer que o potencial de criação com programação é maior do que com a escrita e ele tende a aumentar na medida em que as tecnologias digitais avançam.

O poder de criar e se expressar com essa linguagem a torna um elemento fundamental tanto na vida pessoal como no meio profissional. Assim como a escrita não é somente limitada ao trabalho, a programação também não deveria ser. Trabalhos incríveis de arte já são feitos usando programação.Crianças já se expressam usando a lógica de programação, como no exemplo do cartão digital de dias das mães no Scratch.

Se queremos formar jovens criativos e inovadores na era digital , e não apenas consumidores de tecnologias, precisamos ensinar programação para que eles sejam capazes de construir nessa nova era.

(2) Desenvolver o raciocínio lógico, a capacidade de solucionar problemas e ensinar uma nova forma de pensar.

Ao escrever conseguimos organizamos melhor nosso pensamento. Ao programar desenvolvemos nossa capacidade de pensar estrategicamente na solução de problemas e exercitamos nosso raciocínio lógico.

“Todos deveriam aprender a programar um computador…porque isso te ensina a pensar.” – Steve Jobs

(3) Aprender as disciplinas obrigatórias de forma mais divertida.

Assim como a escrita, a programação pode ser facilmente utilizada em projetos multidisciplinares, tornando mais tangíveis os conceitos das disciplinas obrigatórias. Ela tem um caráter de uma disciplina transversal e tem o potencial de tornar mais relevantes os conteúdos ensinados para os alunos.

Não só aprender a programar, mas também programar para aprender. — Mitchel Resnick

(4) Importante habilidade no mercado de trabalho

Faltam programadores no mercado de trabalho. Nos Estados Unidos, é esperado que em 2020 haverá 1.400.000 vagas para programadores e apenas 400.000 alunos formados em ciência da computação. Portanto, para os que se identificam com essa área é uma excelente oportunidade de trabalho.

Como o impacto do mundo digital está ocorrendo em todas as áreas de trabalho, independente da profissão escolhida pelo aluno, saber programar aumentará sua capacidade de vislumbrar soluções inovadoras e de tornar seu trabalho mais produtivo.

Mesmo que não se desenvolva o código diretamente, entender a lógica de programação possibilitará que se converse mais facilmente com um programador profissional.

A imaginação combinada com a capacidade de pensar e criar tecnologias digitais serão habilidades fundamentais no mercado de trabalho.

(5) Competitividade do país no cenário internacional.

O domínio da linguagem da era digital, aumenta o poder criativo e a capacidade de inovação de uma sociedade, aumentando consequentemente a competitividade do país no cenário internacional.


Na minha opinião, o ensino de programação deveria ser obrigatório. De qualquer forma, mesmo se você não estiver de acordo com isso, provavelmente concorda que ao menos como eletiva essa disciplina deveria ser oferecida, dando a oportunidade para que os alunos interessados pudessem cursá-la.

Nos próximos posts falarei sobre mais algumas ideias relacionadas ao ensino de programação.

*Texto escrito por Bruno Rodrigues

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