Evento online e gratuito sobre acesso a leitura

Nos nossos dias, vemos o aperfeiçoamento dos ideais dos contemporâneos de Platão sendo concretizados por meio da digitalização dos acervos das grandes bibliotecas mundiais, a produção bibliográfica sendo comercializada ao mesmo tempo em papel e eletronicamente, somada ao desenvolvimento de plataformas de armazenamento nas nuvens e os potentes motores de busca. As pessoas com deficiência visual, entretanto, se deparam com diversas barreiras de acessibilidade no que tange à essa inesgotável fonte de informação, qual seja, o livro.

Desde a mais tenra idade, a criança cega já entra em contato com as limitações decorrentes da falta de acessibilidade em materiais didáticos e de lazer. A produção de uma obra no sistema Braille, a título de exemplo, é cara e laboriosa. As tecnologias digitais tem facilitado o acesso à leitura pelas pessoas com deficiência visual, todavia ainda existem muitos embaraços a serem debelados e, nesse contexto, as discussões são pertinentes e engrandecem a construção da acessibilidade na leitura. Nessa perspectiva, a Tecnoblind realizará, no dia 26/08/2017, às 14h30, o I Seminário on-line sobre Acesso à Leitura.
A interação ocorrerá por meio do Teamtalk e o evento contará com importantes nomes do cenário nacional concernente ao assunto em tela. As inscrições são gratuitas e as vagas são limitadas. Confira a programação e faça a sua inscrição clicando aqui.

Fonte: Site do evento.

Que tal emprestar sua visão para pessoas cegas?

Infelizmente, algumas vezes encontramos dificuldades para encontrar pessoas dispostas a nos dar informação de como chegar a um local específico. Imagina para uma pessoa com deficiência visual? Pensando nisso, Hans Jorgen Wiberg criou o aplicativo Be My Eyes, que busca conectar pessoas cegas com voluntários dispostos a ajudá-las de forma remota.

O aplicativo atua como um banco de dados que indica ao voluntário, por vídeo, a localização da pessoa que precisa de ajuda e a sua demanda. O usuário com deficiência visual posiciona o celular perto dos olhos e transmite, em tempo real, o trajeto que está percorrendo. Assim, quem está “oferecendo” seus olhos narra à pessoa com limitações de visão o que está vendo adiante. Quando o usuário faz o download, o aplicativo questiona se é cego ou se enxerga, em vez de perguntar se está precisando ou oferecendo ajuda. Os voluntários são localizados conforme os dados de disponibilidade que informam no momento do cadastro.

Até o momento, mais de 8300 pessoas já se inscreveram para ajudar e há 798 pessoas com deficiência visual registrados. Neste momento, há 1500 pessoas ajudando outras por meio do aplicativo.

FingerReader

Pessoas com deficiência visual recorrem a textos em braille, mas, infelizmente, alguns materiais ainda não foram traduzidos para essa linguagem. Para facilitar o acesso de pessoas com deficiência visual a qualquer tipo de material escrito, o Fluid Interfaces Group, no laboratório do MIT, desenvolveu o FingerReader. Ele é um  anel que colocado no dedo indicador, traduz em tempo real em voz alta textos em papel ou até mesmo em tablets. Chegando no final da linha o anel vibra indicando que o usuário precisa trocar de linha. Assista o vídeo e entenda melhor o funcionamento do FingerReader.

FingerReader – Wearable Text-Reading Device from Fluid Interfaces on Vimeo.