Que tal emprestar sua visão para pessoas cegas?

Infelizmente, algumas vezes encontramos dificuldades para encontrar pessoas dispostas a nos dar informação de como chegar a um local específico. Imagina para uma pessoa com deficiência visual? Pensando nisso, Hans Jorgen Wiberg criou o aplicativo Be My Eyes, que busca conectar pessoas cegas com voluntários dispostos a ajudá-las de forma remota.

O aplicativo atua como um banco de dados que indica ao voluntário, por vídeo, a localização da pessoa que precisa de ajuda e a sua demanda. O usuário com deficiência visual posiciona o celular perto dos olhos e transmite, em tempo real, o trajeto que está percorrendo. Assim, quem está “oferecendo” seus olhos narra à pessoa com limitações de visão o que está vendo adiante. Quando o usuário faz o download, o aplicativo questiona se é cego ou se enxerga, em vez de perguntar se está precisando ou oferecendo ajuda. Os voluntários são localizados conforme os dados de disponibilidade que informam no momento do cadastro.

Até o momento, mais de 8300 pessoas já se inscreveram para ajudar e há 798 pessoas com deficiência visual registrados. Neste momento, há 1500 pessoas ajudando outras por meio do aplicativo.

FingerReader

Pessoas com deficiência visual recorrem a textos em braille, mas, infelizmente, alguns materiais ainda não foram traduzidos para essa linguagem. Para facilitar o acesso de pessoas com deficiência visual a qualquer tipo de material escrito, o Fluid Interfaces Group, no laboratório do MIT, desenvolveu o FingerReader. Ele é um  anel que colocado no dedo indicador, traduz em tempo real em voz alta textos em papel ou até mesmo em tablets. Chegando no final da linha o anel vibra indicando que o usuário precisa trocar de linha. Assista o vídeo e entenda melhor o funcionamento do FingerReader.

FingerReader – Wearable Text-Reading Device from Fluid Interfaces on Vimeo.

BrailleType

O indiano Ankit Daftery está trabalhando no desenvolvimento de um projeto chamado BrailleType. Trata-se de um teclado alternativo onde pessoas com deficiência visual podem digitar em braile em smartphones com sistema operacional Android. Ao ser aberto é apresentado um painel branco ocupando quase toda tela onde o usuário escreve em braile “marcando” os pontos das letras. No alto da tela é mostrada uma barra de status onde são mostrados os caracteres digitados pelo usuário. Os caracteres digitados também são retornados através de áudio.

Daftery está tentando tornar este software um teclado alternativo e futuramente criar uma versão para IOS. Com o intuito de testar o BrailleType, Daftery tem feito visitas a escolas e locais que cuidam e dão apoio a pessoas cegas. Alguns dos recursos, como o sinal especial para dar espaço, vieram de sugestões desses testadores. Abaixo segue um vídeo demostrativo do BrailleType.