Matéria Rima

Participei hoje do 4º Simpósio – Crianças e Adolescentes na Internet, evento organizado pelo Nic.br e Cgi.br.

– Mas Cris, já é a terceira vez que você vai nesse evento? Foi ouvir tudo de novo até decorar.

Sim, participei das edições de 2017, 2018 e 2019. E garanto pra vocês que a desse ano foi a melhor de todas. Os eventos podem até tratar do mesmo assunto, mas nunca da mesma forma. Sempre aprendo coisas novas. Nesse ano, a abertura foi feita por Thiago Tavares, que retomou o caso da Baleia. Achei importante essa retomada para que possamos estar bem preparados quando casos parecidos com esse acontecerem.

Em seguida, foi anunciada a apresentação do grupo Matéria Rima. Gente, vocês não tem noção do que foi essa apresentação! Eu me emocionei de verdade. É muito sensacional o trabalho que eles fazem.

O Matéria Rima nasceu em 2002 como um grupo de Hip Hop e, desde então, tem desenvolvido um trabalho socioeducativo inovador em escolas da rede pública, além de realizar palestras e apresentações artísticas em praças e palcos de todo o Brasil e em alguns lugares fora do país, como África, Alemanha e França. Em 2014 institucionalizou-se e passou a denominar-se Instituto Cultural e Educacional Matéria Rima.

A apresentação de hoje contou com músicas:

  • A Rede
  • Cyberbullying
  • Ela se foi
  • Click funk
  • 3 porquinhos (1 ideal), adaptado para era digital

Enquanto eu assistia a apresentação, fiquei pensando os alunos das escolas parceiras devem amar participar de um projeto como esse. Eu se fosse você, conhecia melhor sobre o projeto e pensaria em uma parceria. Quem sabe não é esse projeto que está faltando na sua escola.

Além do site, você encontra material sobre esse grupo no Instagram, Facebook, Youtube, Spotify e Deezer.

Miguel Thompson, do Fundação Santinila, disse em sua fala que o professor precisa sair, ir ao cinema, conhecer o mundo. Precisamos buscar inspiração fora da nossa bolha, precisamos enxergar a nossa volta.
Conhecer o Matéria Rima já é um bom começo.

Miradas – Observação do brincar livre

Eu estava aqui pensando em algo como uma indicação para o final de semana (se você não está lendo na sexta feira, já deixa essa dica anotada para o próximo). Foi aí que me lembre de um e-mail falando sobre o documentário Miradas.

O que o brincar livre e espontâneo das crianças nos revela? Como observá-lo de forma viva? 

Motivado por essas perguntas, o Território do Brincar convidou oito pesquisadores – Beatriz Olival, Elisa Hornett, Gabriel Limaverde, Lia Mattos, Reinaldo Nascimento, Renata Meirelles, Sandra Eckschmidt e Soraia Chung Saura – que durante um ano realizaram um trabalho de observação do brincar livre de crianças em diferentes contextos. Parte do resultado desse processo é o filme Miradas.

O documentário registra como foi o processo de cada pesquisador ao adentrar nos gestos, narrativas e paisagens do brincar por meio da fenomenologia de Goethe. (Fonte: e-mail de divulgação)

Eu acabei de assistir esse documentário e fiquei fascinada, principalmente em relação a reação dos adultos após essa experiência. Infelizmente, muitos adultos ainda não entendem o que é o brincar para a criança e como ele funciona.

Além da reação dos adultos, o que mais me chamou a atenção foi ver crianças com deficiência visual brincando. Sim, era um preconceito que eu tinha. Acho que eu nunca parei pra pensar na brincadeira da criança com algum tipo de deficiência. Graças a esse documentário, eu mudei minha visão em relação a isso.

Você encontra o documentário Miradas na plataforma Videocamp em três versões:

Inventeca: app que incentiva narração oral por crianças agora oferece assinaturas

Vocês se lembram que em agosto eu fiz uma postagem aqui no blog sobre o app Inventeca?  Eu confesso que foi amor à primeira vista quando conheci esse app. Ele mostra que é possível sim utilizar tecnologia para potencializar o aprendizado, mesmo com crianças que ainda não foram alfabetizadas. Ele dá voz e solta a imaginação dessas crianças. Pois bem, trago novidades e vamos a elas porque eu já falei de mais!

Esse app, que coleciona elogios de crianças e famílias e prêmios desde o seu lançamento, no último semestre, recebe agora atualização com novas histórias e um plano para assinantes. Samira Almeida, CEO da empresa diz:


“Muita gente pediu novas histórias na plataforma e por isso fizemos essa versão nova, mais organizada, bonita e prática para os adultos, e com novas histórias todos os meses”.

Samira ainda explica que sempre haverá a camada gratuita do app para quem quiser experimentar, mas espera que os usuários percebam o valor da experiência e desejem se tornar assinantes. Durante dezembro, o usuário que fizer seu cadastro no Inventeca (ainda na camada gratuita
do app), terá acesso a uma nova história gratuitamente. Os assinantes receberão acesso imediato a todas as histórias e poderão gravar até vinte narrações. A cada mês novas narrativas ilustradas serão acrescentadas, além de outras funcionalidades desenvolvidas ao longo do próximo ano. Fernando Tangi, CIO da StoryMax, explica que a mudança é quase invisível para os usuários, mas transforma a estrutura do app:

“Com a atualização, garantimos que nenhuma narração se perca, pois agora elas ficam salvas com segurança e privacidade na nuvem e podem ser resgatadas a qualquer momento pelo assinante”.

Daqui pra frente, de acordo com ele, é possível construir novas funcionalidades, como compartilhamento, criação de perfis com preferências e acompanhamento da interação e do desenvolvimento.

Inovação e qualidade

Reconhecida pela inovação e qualidade dos onze apps já publicados – pelos quais já recebeu dois Prêmios Jabuti, dois Reading Digital Fiction UK, três ComKids Interativos (Nacional e Prix Jeunesse Iberoamericano) e um Selo Distinção da Cátedra Unesco de Leitura PUC-Rio – a StoryMax espera criar, com o Inventeca, um ciclo de sustentabilidade.

“Nosso objetivo é oferecer lazer e aprendizado de qualidade para as crianças, reunir as famílias em torno de uma atividade que as aproxima da leitura; mostrar que a criança deve ser protagonista e não apenas consumidora de conteúdo. Com isso, na outra ponta, esperamos criar oportunidades para ilustradores, roteiristas e editoras”, explica Samira.

Como acontece em todos os apps da StoryMax, Inventeca é livre de publicidade e o uso de cada criança é seguro e privado. A assinatura custa R$ 15,00 no Brasil e assinantes que se cadastraram anteriormente no app receberão, além de uma história gratuita, uma oferta de desconto. O Inventeca está disponível para Android e IOS