13 razões por que odeio suas aulas

Razão 1:

Você não sabe quem eu sou, professor. E não estou falando do meu nome, tampouco do lugar em que sento em sua aula. Você não sabe o que vivo em casa, não sabe porque eu me visto dessa forma e, claramente, não está interessado em ouvir o que tenho a dizer. Você até finge, mas sinto o cheiro de impostor de longe.

Razão 2:

Você se acha o dono da razão e adora citar teóricos distantes e desconhecidos de nós para dar peso à sua segmentação. Você não está pronto para dialogar comigo abertamente e respeitosamente se eu disser que não acredito na teoria da evolução, se eu discordar do marxista que há em você ou, ainda, se eu te perguntar sobre a diferença que a hipotenusa terá na minha vida. Você tenta empurrar sua verdade em nossa goela e sua avaliação cheia de correções subjetivas é a maior prova disso.

Razão 3:

Você não cria em nós expectativas positivas em relação à sua aula. Sua aula é previsível, mecânica e nada empolgante. Garanto a você que eu não recorreia ao celular se você se esforçasse para ter minha atenção.

Razão 4:

Você não me vê nos corredores. Nunca perdeu um pouco do seu precioso intervalo conversando comigo. Você sempre se achou superior a mim e por isso não consegue conquistar aluno algum, exceto os puxa-sacos.

Razão 5:

Você fala demais. Quero ouvir e ver outras coisas. Quero assistir a depoimentos. Quero ver filmes. Quero ter aula no pátio. Se fizéssemos algo parecido, ao menos uma vez ao mês, as coisas teriam sido diferentes.

Razão 6:

Você não compreende que também pode aprender comigo, com minha música, com minha rima, com minha revolta, com o que aprendi no meu gueto, com meus exemplos um tanto diferentes dos seus.

Razão 7:

Porque você não dialoga com as outras disciplinas. Na verdade, vejo em vocês, professores, uma guerra de egos ridícula e tentativas constantes de distribuir as matérias num pódio. Sabemos bem como os professores de artes e de educação física sofrem com isso.

Razão 8:

Você, assim como todos os outros, escolhe seus preferidos. Se conscientemente, eu não sei. Mas essas preferências ficam evidentes para todos e impedem que nos dediquemos como deveríamos. Temos a sensação de que nunca seremos bons o suficiente.

Razão 9:

Você não respeita meu final-de-semana, esquece que tenho que estudar mais de dez disciplinas e passa inúmeras atividades que, por vezes, sequer corrige. Você não lê minhas pesquisas.

Razão 10:

Você é injusto nas avaliações de trabalhos em grupo e, no lugar de premiar os melhores desempenhos, prefere nivelar nossas notas, classificando-nos conforme a média.

Razão 11:

Você não se importa. Você não se importa se eu realmente aprendi. Apenas quer que eu consiga obter a média mínima e deixe de ser um problema. Você perde a paciência quando peço para que explique um conteúdo novamente.

Razão 12:

Você impõe autoridade quando deveria, na verdade, deveria conquistá-la. Sei que devo respeitá-lo. Não preciso ser lembrado disso. Enquanto você utilizar seu livrinho de regras para me convencer, farei sempre por obrigação. Você pode proibir. Tem poder para isso. Mas eu tenho o direito de saber o motivo. E quando souber, o respeitarei por dialogar.

Razão 13:

Você nos usa como plateia parta divagações sobre sua vida pessoal, para criticar quem não te pagou ou que mal te pagou. Você finge que ensina. Nós fingimos que aprendemos. E esperamos que no próximo ano você consiga, enfim, sua aposentadoria.

Texto escrito por Rafael de Freitas

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Facebook auxilia escola nas aulas de história

HistóriaUma escola em Amsterdã na Holanda soube aproveitar de forma bem interessante o Facebook nas aulas de história. Uma turma aproveitou a rede social e sua linha do tempo para criar páginas sobre os acontecimentos. Através da página criada, os alunos compartilham vários tipos de mídia e mensagens sobre o assunto, gerando diálogo e incentivando a interação entre os colegas.

Quatro temas foram escolhidos pela turma: viagem de Magalhães, invenções do século XX, história da moda de 1950 até os dias atuais e a ascensão e queda da União Soviética. A experiência não se concentra apenas no conteúdo, mas na cronologia dos acontecimentos, fazendo com que os estudantes possam compreender melhor os temas culturais e sociais, tendências e conquistas que marcaram a história mundial.  Um convite público foi disponibilizado pela turma para que outras pessoas possam participar também. Para conhecer a página clique aqui.