Office 365 está disponível gratuitamente para uso educacional

“Com o Office 365, você pode fazer o seu trabalho com segurança e se comunicar em tempo real em praticamente qualquer lugar.* A combinação do Office com o Office 365** fornece todo o potencial do Office 365 como a melhor solução para produtividade, colaboração e equipe de TI sem preocupação.” (Microsoft)

No mês passado a Microsoft anunciou que o Office 365 para educação está disponível gratuitamente para escolas, substituindo o Live@edu. O pacote inclui as versões online das soluções Microsoft Office, Microsoft Exchange, Microsoft SharePoint e Microsoft Lync, permitindo acesso a e-mails, calendário, conferências, além de edição e compartilhamento via web de documentos em Word, Excel e PowerPoint. “Escolas enfrentam orçamentos apertados e pressão para inovar e nós oferecemos tecnologia gratuita para que elas possam modernizar práticas de ensino e preparar alunos para o atual mercado de emprego”, afirma Eduardo Campos, gerente-geral de Office da Microsoft Brasil.

Para conhecer melhor o Office 365 clique aqui

 

Anúncios

Professor de informática também é gente

A última aula que eu ministrei antes de escrever esse post não foi nada boa, foi péssima na verdade. Ao ficar remoendo o que levou que isso acontecesse, reencontrei um post publicado pelo Onildo Henrique B. Filho no site Hardware. Eu tinha separado esse post para ler quando tivesse mais tempo e percebi que este seria um ótimo momento para lê-lo. O título do post é Ser ou não professor de informática? Gostei muito do post pois levanta pontos muito importantes, que são reais e que precisamos refletir sobre eles.

O primeiro é a formação dos professores. Sabemos que para lecionar em cursos livres não é exigido nenhum curso específico como técnico ou graduação. É comum em algumas escolas os professores serem alunos da própria escola que só fizeram um curso básico e que foram escolhidos pelo seu bom desempenho. Lógicamente que são a minoria mas isso já prejudica aqueles que realmente se prepararam e que tem conhecimento para ministrar as aulas com qualidade. Mas isso não quer dizer que o professor de informática é PHD no assunto. Quem é professor de informática sabe a dificuldade de nos mantermos informados, acompanhar o avanço da tecnologia.  Mas a maior e pior dificuldade é lidar com os alunos que “já sabem tudo”, que por exemplo aprenderam através de um vídeo tosco que encontraram no Youtube a formatar o computador e que estão ali simplesmente em busca do certificado. Nada contra vídeo aulas, elas ajudam e muito mas a explicaçãodo professor em sala de aula faz muita diferença. Existem outros conhecimentos que precisam ser adiquiridos para que a formatação seja melhor entendida. O aluno já vir para aula com algum conhecimento é muito bom, mas desrespeitar o professor por conta disso aí já é demais.

A falta de didática de muitos professores também é apontada nesse post. Didática é a forma como o conteúdo deve ser passado para que alunos de características diferentes consigam absorver da melhor maneira possível. Apesar de algumas escolas exigirem que o professor tenha curso superior de Pedagogia, a maioria não exige. Em alguns poucos casos a didática é algo nato, mas na maioria das vezes seria necessário que o professor procurasse um curso de didática para melhorar e muito sua aula.

Devemos parar e observar que não só professores de informática (tanto em cursos livres como graduação e superior) que em alguns casos não tem uma preparação adequada. Muitos cursos de Pedagogia também não preparam seus alunos pra enfrentar a realidade da sala de aula. Alguns professores também não se interessam em ser bons, somente em ganhar seu salário no final do mês. O que eu quero é lembrar que alguns (e eu me incluo) são professores porque gostam, porque escolheram o magistério como profissão e fazem o possível e o impossível para atender seus alunos da melhor maneira possível. Nem sempre conseguimos fazer um curso para nos aperfeiçoar, comprar um livro (os de informática estão pela hora da morte!) e que algumas escolas não oferecem o suporte necessário para que possamos trabalhar de forma correta. Parem e pensem melhor antes de nos julgar, de apontar o dedo e dizer que o professor tem que ter o Google mais a Wikipédia na cabeça.

Professor de informática também é gente e merecemos no mínimo respeito. Você professor que leu este post até o final, aproveite para comentar os problemas que você também enfrente no seu dia a dia. Vamos aproveitar e compartilhar nossas experiências.

15 coisas que serão obsoletas na Educação até 2020

Há mais ou menos um ano atrás, a escritora Shelley Blake-Plock publicou um artigo no seu blogue Teacher 2.0, intitulado, “21 Things That Will Become Obsolete in Education by 2020″. O artigo foi baseado à realidade portuguesa. Seguem abaixo alguns tópicos que se adequam a uma situação geral.

1. Mesas
A educação vai reforçar os conceitos baseados em redes de fluxos, colaboração e dinamismo que vão reorganizar o espaço das aprendizagens, tornando obsoletas as filas de mesas e cadeiras características das nossas salas de aula fabris.

2. Laboratórios de Línguas
A aprendizagem de um língua estrangeira vai estar (já está, para quem quiser) à distância de um smartphone. Mais espaço disponível nas escolas.

3. Computadores
As salas de computadores, muitas vezes encostados às paredes, serão como que peças de museu. Os portáteis, tablets, smartphones e outros dispositivos vão limpar os velhos ecrãs, as torres e os emaranhados de fios.

4. Trabalhos de casa
A educação será pensada e trabalhada 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os limites tradicionais entre a escola e a casa tenderão a desaparecer. A aprendizagem será contínua e em movimento.

5. Instrução massificada
Nos próximos 10 anos o professor que não souber utilizar a tecnologia para personalizar e diferenciar a aprendizagem dos seus alunos será “carta fora do baralho”. A diferenciação será tão natural como respirar.

6. Medo da Wikipedia
Wikipedia é a maior força democratizante no mundo atual. Se os professores têm receio em deixar os alunos utilizá-la, está na hora de olhá-la de frente sabendo que com este ou outro nome a Wikipedia vai continuar a crescer exponencialmente. Talvez esteja na hora de cada um também dar a sua contribuição.

7. Manuais em papel
Os livros são agradáveis, mas, daqui a dez anos, toda ou quase toda a leitura será feita através de meios digitais.

8. Cadernos, lápis, canetas… papel
Provavelmente não vão acabar, mas com toda a certeza vão diminuir e muito na quantidade. As crianças aprenderão a escrever e a desenhar em dispositivos digitais e a grande maioria dos trabalhos, testes e exames poderão ser feitos da mesma maneira. A floresta agradece. Quem não perceber e se adaptar… desaparece.

9. Pastas
Já hoje, em muitas das nossas escolas, que necessidade têm as crianças e os jovens de andarem com bolsas pesadas às costas com custos associados à sua saúde? Com livros e cadernos digitais… as pastas escolares serão cada vez menos pesadas até desaparecerem. As colunas vertebrais agradecem.

10. Departamentos TIC
Um fim à vista. As TIC não serão uma especialidade. As TIC serão a realidade, as ferramentas essenciais de todos os professores e educadores. Todos os agentes da educação e formação terão competências TIC elevadas. Com a afirmação do “Cloud Computing”, a qualidade e aumento da cobertura sem fios e o acesso via satélite, coisas agora “tão importantes” como software, segurança e conectividade serão coisas do passado.

11. Instituições centralizadas
Os edifícios escolares vão transformar-se em centros de aprendizagem e não em locais onde toda a aprendizagem acontece. Os edifícios serão menores, os horários dos professores e alunos irão mudar para permitir que menos pessoas estejam na escola de uma só vez, abrindo caminho a um ensino mais experimental, vivencial, fora do ambiente escolar.

12. Níveis de ensino
A educação vai tornar-se mais individualizada, abandonado significativamente a estrutura dos níveis de ensino tal como os conhecemos hoje. Os alunos serão associados por interesses, seguindo cada um uma aprendizagem especializada. (ver ponto 5)

13. Escolas e professores “atecnológicos”
Escolas e professores que não utilizem as tecnologias estarão condenados ao fracasso. As primeiras a fechar. Os segundos a mudar de profissão.

14. Normas Curriculares
As normas curriculares actuais integram enormes bloqueios à diferenciação da aprendizagem, imagem de marca da educação do futuro. A raiz da mudança curricular será as escolas do ensino básico como fornecedoras de conteúdos fundamentais e as dos níveis superiores com a oferta de aprendizagens especializadas.

15. Reuniões de pais e professores à noite
As ferramentas já hoje disponíveis para comunicação virtual tornarão as reuniões “físicas” uma raridade. De uma forma ou de outra, os pais vão obrigar a escola a utilizar a tecnologia para comunicar. Não vá. Ligue-se.

Na minha opinião alguns itens parecem meio radicais como o fim dos professores, cadernos, livros em papel… Acredito que essas mudanças vão sim acontecer mas não pra todos, ao mesmo tempo e da mesma forma.

Professores estão sendo ultrapassados por seus alunos

Vamos voltar a falar sobre a necessidade mais que urgente que os professores tem de aprender a usar as novas tecnologias em sala de aula. São vários os professores que já acordaram para essa nova realidade, mas esse número ainda é muito pequeno. Alguns não se preocupam com isso por medo, por falta de incentivo, alguns porque já estão para se aposentar, falta de estrutura, falta de um coordenador que execute sua função, enfim, motivo não falta.

Pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) mostra que 64% dos docentes entrevistados acreditam que os alunos entendem mais de computador e internet do que eles próprios. Foram entrevistados 1,5 mil professores e quase 5 mil alunos de 497 escolas para identificar os usos da internet na rotina do ensino público do país. Segundo o CGI.br, 100% das unidades da rede em área urbana estão equipadas com computadores e 92% têm acesso à internet. Em média, os colégios tinham 23 computadores instalados e 18 em funcionamento. Para 75% dos docentes entrevistados, a principal fonte de apoio para o desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas são os contatos informais com outros educadores.

O professor precisa ter consciência de que o papel do professor não é mais o de detentor do saber. Ele deve estar aberto para também aprender com o aluno, principalmente a utilizar novas tecnologias. O ministério da educação oferece um programa que já capacitou 300 mil professores, mas só isso não é o bastante. Se antes o professor precisava sempre se manter atualizado, com o uso de novas tecnologias essa necessidade se torna maior ainda.