3ª Jornada do Conhecimento Fundação Volkswagen

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, publicada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2008, resultou de um intenso debate, realizado em nível nacional e internacional, objetivando romper com a lógica de exclusão que historicamente segregou da escola regular alunos com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades e superdotação. Outro marco importante desse movimento, que inspirou a política do MEC, foi a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela Organização das Nações Unidas em 2006 e ratificada pelo Brasil também em 2008.

Desde então, o País tem conquistado avanços fundamentais no âmbito da educação inclusiva, sobretudo no acesso à escolarização. De acordo com o Censo Escolar, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de matrículas de alunos com deficiência vem aumentando ano a ano, especialmente nas escolas públicas, e ultrapassou 92% em 2018. Porém, ainda há muitos desafios a serem enfrentados, desde a acessibilidade das construções escolares até as barreiras atitudinais, por exemplo.

Com o objetivo de refletir sobre essas questões, a Fundação Volkswagen realizará a 3ª edição da Jornada do Conhecimento. Por meio dessa série de eventos gratuitos, a Fundação reúne especialistas para discutirem temas contemporâneos relacionados à sua missão e às causas por ela apoiadas: mobilidade urbana, mobilidade social e inclusão de pessoas com deficiência.

Nesta edição, Rodrigo Hübner Mendes (Mestre em Gestão da Diversidade e Superintendente do Instituto Rodrigo Mendes) e Jairo Marques (Especialista em Jornalismo Social e colunista da Folha de S.Paulo) dialogarão sobre os avanços e oportunidades para a educação inclusiva no Brasil. O bate-papo será mediado pela jornalista Flávia Yuri Oshima, vencedora do Prêmio ABMES de Jornalismo de Educação em 2017.

Inscrições

São gratuitas até o dia 10 de maio clicando aqui. O evento será realizado no dia 24 de maio na Rua Volkswagen, 291 – Parque Jabaquara, São Paulo (SP) – próximo ao metrô Conceição

Programação

  • Credenciamento e café de boas-vindas08:00 – 08:30
  • Abertura e relatos de experiência08:30 – 09:30
  • Café de intervalo09:30 – 10:00
  • Bate-papo entre especialistas10:00 – 11:40
  • Participação da plateia e encerramento11:40 – 12:00
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Criada linguagem de programação tátil para deficientes visuais

Tenho escutado muito a frase:

Quem não programar será programado!

Não gosto de ser radical a esse ponto. Há várias formas de sermos programados e estamos esquecendo delas…mas, não foi para isso que eu sentei para escrever essa postagem. Bom, se você gosta de programação e acha que é importante oportunizar esse aprendizado para seus alunos para que, no futuro, eles decidam se querem ser programadores ou não, continua a leitura.

Pensando em oportunizar o aprendizado de programação para crianças com deficiência visual, a Microsoft criou a iniciativa Project Torino para crianças de 7 a 11 anos de idade. São blocos de diferentes tamanhos, formatos e cores, cada um com seu comando e sua função distinta. Como em outras linguagens de programação, os alunos poderão criar músicas, poesias, entre outras coisas.

Um dos nossos principais objetivos de design foi a inclusão. Nós não queremos isolar essas crianças novamente. Disse Cecily Morrison, uma das pesquisadoras do projeto.

O projeto ainda não está finalizado, mas é claro que eu estou super ansiosa para vê-lo em prática.

Primeiro desenho animado totalmente em Libras é lançado no YouTube

Amo essas iniciativas de pessoas que conseguem enxergar as necessidades dos outros. Eu mesma nunca tinha percebido que não haviam desenhos animados em Libras. Mas não é só colocar legenda? É uma alternativa, mas se temos vídeos dublados em português, porque não ter desenhos animados já criados totalmente em Libras?

O canal Min e as mãozinhas foi criado por  Paulo Henrique dos Santos, que trabalha com animação há sete anos e que já participou da produção de desenhos como “Turma da Mônica” e “Sítio do Pica-pau Amarelo”. Ele teve a ideia quando precisou se comunicar com uma pessoa surda, mas não conseguiu. Em cada um dos capítulos, serão ensinados cinco sinais de libras. Até o momento, o canal oferece 5 vídeos e precisa de patrocínio para que a produção continue.  O conteúdo é voltado para crianças de três a seis anos e tem o objetivo de educar e mostrar que as crianças surdas também se divertem e têm as mesmas necessidades daquelas com a audição preservada.

Eu fiquei encantada com a qualidade da produção e de como os sinais são apresentados. Vai atender não só a necessidade dos surdos, mas também a nossa, a de ouvintes que precisam se comunicar com o outro. É uma ótima ferramenta para apresentarmos a lingua de sinais para nossas crianças desde bem pequenas.