Jogo da memória com números

Fala a verdade, quando criança você também era apaixonado por um jogo da memória. Gente, criança ama esse jogo. Não só crianças, mas adultos também viu. É um recurso simples, mas que oferece trabalhar com vários conteúdos e de formas diferentes. Não se prenda somente a imagens, dá para trabalhar com textos também.

Hoje eu trago então o Jogo da memória com números. Ao acessar o site você será recebido bom um simpático castor. Ele te convida a escolher um dos três níveis de dificuldade do jogo. Basta clicar no nível escolhido.

Jogo da memória com números

Nível escolhido, basta clicar nos buracos do chão para que o castor surja com um número. Você acerta quando encontra o par, ou seja, dois números iguais.

Ao final ele mostra em quanto tempo você conseguiu encontrar todos os pares. Compartilhe com seus alunos. Compartilhe também com os pais dos seus alunos. Em tempos de pandemia, com as crianças em casa em tempo integral, tem muito familiar que fica perdido em relação ao que oferecer para as crianças.

Para Casa

Vocês sabem que se não for pra motivar vocês eu nem passo por aqui. E a postagem de hoje é para falar de um projeto super legal e feito com muito carinho.

Em 2017 eu tive o prazer de conhecer a Camila Garoli Vilela quando comecei a participar do GEG São Paulo. Camila sempre foi muito prestativa e contribuía com ideias bem interessantes para serem usadas em sala de aula. No início da quarentena, a Camila divulgou em suas redes sociais a criação de um projeto muito interessante, o site Para Casa. Desde o dia 23/03, de segunda a sexta feira, Camila publica uma postagem no site. É um planejamento como se ela estivesse em sala de aula.

Nos primeiros dias de isolamento, perdida em um vazio de ideias, estava mexendo aleatoriamente nas redes sociais. Em um dos perfis que eu sigo havia uma foto do Jon Bon Jovi em uma cozinha de restaurante preparando pratos que seriam entregues para pessoas em situação de vulnerabilidade social. A foto vinha acompanhada de uma legenda que, traduzida para o português, dizia “Se você não pode fazer o que você faz, faça o que você pode!” Pronto, a frase grudou em mim de uma tal maneira que eu só conseguia me perguntar: “O que eu posso fazer?”  Então, eu sentei e fiz. Fiz sem saber para quem, mas com o propósito de que pudesse chegar onde fosse importante. Usei a tecnologia que eu conhecia e que na qual me fosse confortável trabalhar. Assim, o trabalho fluiu com tranquilidade. Hoje, depois de 3 meses criando conteúdo, tenho alunos que usam as postagens diárias como atividades de complementação para as que recebem na aula regular. Eu não tenho clareza de onde eu chego ou quem eu atinjo, mas penso todos os dias que todos podem sair bem melhores deste momento e que este é o meu jeito de fazer o que eu posso para que isto aconteça.

Camila Garoli Vilela

Gente, querem depoimento mais motivador do que esse? Tenho visto muitos professores reclamando, pais reclamando, alunos reclamando… Sei que esse momento não está sendo fácil pra ninguém. Mas, pare e pense no que você tem de bom nesse momento. Depois, pense no que você pode fazer para ajudar outras pessoas que estão em uma situação pior do que a sua. Como a Camila disse, ela não sabe quais pessoas tem acesso ao site que ela alimenta todos os dias, mas sabe que vai chegar em alguém que de alguma forma precisa. Pode ser um professor que já não sabe por onde começar. Pode ser em um aluno que por algum motivo está sem atividades para fazer. Pode ser um pai, uma mãe ou uma avó que está em busca de todas as alternativas possíveis para que sua criança não perca o gosto pelo aprender. Infelizmente, não sabemos até quando essa pandemia vai durar. Mas de uma coisa eu sei. Se cada um fizer um pouquinho, todo mundo se ajuda.

No site você encontra três guias:

Confesso que sou apaixonada pelos vídeos de história que a Camila grava. O carinho que ela emprega transparece nos vídeos.

Não deixem de acompanhar o Para Casa. Aproveitem o material (dando o devido crédito é claro). Compartilhem para que outras pessoas tenham acesso.

AprendiZap

Essa pandemia está realmente colocando a educação à prova. Aulas remotas, professores pouco preparados, falta de estrutura da escola, falta de estrutura na casa do aluno.

Esse final de semana eu li uma reportagem (na verdade não consegui ler até o final) que me deixou bem abalada. São vários os relatos de alunos que não tem condições nenhuma de estudar em casa. Ainda temos muito o que aprender para conseguirmos atender todos com o mínimo de dignidade. Mas, sempre há esperança e é nela que devemos nos apegar.

Sabemos que a questão da conectividade é um problema real. Muitos alunos só tem acesso a internet pelo plano pré pago de seus celulares. Sendo assim, precisamos pensar no material que vamos compartilhar para que esses alunos consigam aproveitar ao máximo. Pensando nisso, a Fundação 1Bi, juntamente com a Fundação Lemann e a Imaginable Futures disponibilizaram o AprendiZap, ferramenta gratuita, acessível aos planos mais básicos de internet, prática e disponível em um app já instalado no seu celular.

Como funciona?

  • A ferramenta foi desenvolvida para atender alunos do anos finais do Ensino Fundamental I, ou seja, do 6º ao 9º ano.
  • Os conteúdos são criados por professores especialistas.
  • Semanalmente, é disponibilizada uma trilha de estudos com todas as matérias do seu ano.
  • E é claro, o conteúdo está alinhado a BNCC.

Para que o aluno tenha acesso a essa ferramenta, basta enviar um “OI” para o número (11)97450-6763 ou clicar aqui. E para você professor que quer entender melhor como a ferramenta funciona, basta clicar aqui.

Precisamos cada vez mais buscar alternativas que facilitam o compartilhamento de conteúdo. A educação merece.

Deixa que eu conto

Não posso deixar de começar esse post dizendo que meu fofurômetro quase explodiu quando conheci esse projeto. O Deixa que eu conto é um podcast diário criado pela UNICEF para crianças e suas famílias.

Os programas podem ser baixados gratuitamente. Cada um é dividido em quadros com contação de história, músicas e brincadeiras, entre outros. Você encontra os programas no site do projeto, no Spotify e no Youtube. No site do projeto, há uma sugestão dos programas serem baixados e editados para que sejam veiculados por rádios em todo o Brasil. O importante nesse momento tão estranho de nossas vidas é compartilhar histórias boas!

Atualmente estou em sala de aula como Professora de Desenvolvimento Infantil. Acho super importante contar histórias para as crianças nessa faixa etária. Mas, confesso que sou péssima contando história. As crianças são tão maravilhosas que fingem muito bem que gostam kkkk

Se você tem essa mesma dificuldade, esse é um ótimo projeto para te ajudar no seu dia a dia em sala de aula e também para qualquer pessoa que tem crianças por perto.